A polícia deteve ao menos 30 pessoas, entre atores e políticos, durante um protesto realizado nesta quinta-feira (24) diante da sede das Nações Unidas contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pouco antes de seu discurso na Assembleia Geral.
Entre os detidos estão a atriz vencedora do Oscar Susan Sarandon, a ganhadora do Emmy Hannah Einbinder, a candidata democrata ao Congresso Darializa Avila Chevalier e o vereador de Nova York Chi Osse.
“O que está sendo feito em Gaza – a destruição de uma sociedade inteira, em nosso nome e com o dinheiro dos nossos impostos – é algo contra o qual temos a responsabilidade de nos manifestar; Netanyahu não tem o direito de usar a tribuna das Nações Unidas para justificar essas atrocidades”, declarou Manijeh Moradian, professora universitária de 50 anos, de ascendência iraniana e judaica, que participou do protesto.
Na Assembleia Geral, Netanyahu defendeu as ações israelenses na região, tentando combater o crescente isolamento internacional antes de eleições nas quais ele corre o risco de ser derrotado, enquanto dezenas de delegados deixavam o plenário.
A manifestação foi organizada pela Jewish Voice for Peace (Voz Judaica pela Paz), um grupo ativista judaico que apoia a causa palestina.
Cerca de 200 pessoas reuniram-se diante da ONU vestindo camisetas brancas idênticas com as frases: “Financiem pessoas, não bombas”, “Não à guerra” e “Palestina livre”. O grupo bloqueou o tráfego, e a polícia, por meio de alto-falantes, ordenou que se retirassem.
Algumas pessoas dirigiram-se às calçadas, mas o núcleo do grupo de manifestantes permaneceu sentado no asfalto, continuando a proferir palavras de ordem contra Netanyahu enquanto policiais, que chegaram de bicicleta, os cercavam.
Um a um, os policiais retiravam manifestantes do grupo, prendiam suas mãos nas costas com abraçadeiras de plástico e os escoltavam até ônibus da polícia. Os ativistas continuavam gritando “Netanyahu, vá para o inferno” do lado de fora dos ônibus.







