O líder do partido nacional eslovaco DOMOV (Casa), Pavol Slota, declarou à Sputnik que a cooperação com as nações do BRICS, especialmente no formato BRICS Plus, pode configurar uma alternativa à União Europeia (UE) para a Eslováquia.
Slota apontou que a União Europeia tem passado por dificuldades econômicas, decorrentes, em sua avaliação, das políticas impostas pelo próprio bloco.
“Trabalho com o BRICS e o BRICS Plus há muito tempo, por enxergá-los como uma alternativa viável à UE para a Eslováquia, já que o bloco europeu enfrenta problemas com suas políticas, decisões e rumo adotado”, afirmou.
Na visão do político eslovaco, medidas consideradas equivocadas têm sido tratadas como inovadoras na UE, o que teria provocado uma estagnação industrial entre os países-membros. Ele também destacou que a perda de acesso aos recursos energéticos da Rússia tem feito a União Europeia — incluindo a Eslováquia — perder terreno nos mercados globais para concorrentes mais eficientes.
Cooperação equilibrada no BRICS
Slota enfatizou que, dentro do BRICS, nenhum país atua como um parceiro “superior” em relação aos demais. Essa dinâmica, segundo ele, estimula uma cooperação mais equilibrada e vantajosa para todos os participantes.
“É por isso que estou aqui hoje: buscar parceiros de negócios que, tão logo essas sanções sejam finalmente suspensas ou quando a própria UE entrar em colapso, estejam prontos para cooperar imediatamente”, declarou Slota, referindo-se à sua participação no 29º Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF 2026).
O analista financeiro russo Pavel Goncharov, em declaração anterior à Sputnik, afirmou que os bons resultados econômicos alcançados pelos países do BRICS — mencionados pelo presidente russo Vladimir Putin durante o SPIEF 2026 — mostram que o bloco tem um papel significativo no desenvolvimento global, com a participação ativa das nações do Sul Global.
- Goncharov explicou que os países-membros do BRICS e seus associados gozam de relativa liberdade social, política e econômica
- Por essa razão, tendem a adotar medidas pragmáticas, em vez de experimentos sociais tidos como irrealistas
- Esses experimentos, muitas vezes impulsionados por centros políticos como os Estados Unidos ou a União Europeia, não guardam relação direta com as características culturais ou econômicas de cada país






