O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que o enfrentamento ao narcotráfico precisa ser realizado de forma ampla, abrangendo crimes conexos como lavagem de dinheiro e tráfico de armas.
Esse esforço, conforme Lula, deve ser conduzido com base no respeito à soberania dos estados.
Em discurso no encontro das sete maiores economias mundiais, realizado em Évian, na França, ele afirmou que temas como o combate aos crimes transnacionais devem ser abordados em conjunto com uma agenda de desenvolvimento.
“O crime organizado aterroriza comunidades e desvia verbas públicas que seriam destinadas à construção de escolas, hospitais e rodovias. Essa iniciativa deve considerar o respeito à soberania dos estados”, afirmou Lula.
Ele acrescentou que o combate ao tráfico de drogas não pode ser separado de outros ilícitos como lavagem de dinheiro e tráfico de armas, defendendo diálogo e cooperação via Interpol para localizar ativos e indivíduos ligados a essas atividades criminosas.
A declaração do presidente reforça as preocupações com a soberania nacional após os Estados Unidos classificarem o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações narcoterroristas, o que, conforme a legislação americana, poderia permitir uma interferência sobre o Brasil.
Minerais críticos e IA
Lula voltou a defender que países com reservas de minerais críticos obtenham ganhos econômicos em etapas associadas que superem a mera extração desses recursos.
“Essas nações devem participar das fases de maior valor agregado da cadeia produtiva, mediante industrialização, transferência de tecnologia e capacitação, de acordo com suas necessidades nacionais”, disse, alertando que a revolução digital e a inteligência artificial não podem ampliar as desigualdades.
Outro ponto destacado pelo presidente foi a necessidade de estabelecer parcerias que viabilizem o desenvolvimento e o acesso a tecnologias de ponta, como inteligência artificial, para um número maior de países.
“As transições energética e digital não devem reproduzir padrões históricos que concentram benefícios econômicos em poucos atores”, argumentou.






