EUA e Irã relatam progresso em negociações para fim de guerra

Irã, Estados Unidos e o Paquistão, que atua como mediador, afirmaram neste sábado ter havido avanços nas conversas destinadas a encerrar um conflito que já dura quase três meses.

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Autoridades iranianas afirmaram estar focadas em finalizar um memorando de entendimento após um encontro de seus principais líderes com Asim Munir, comandante do Exército paquistanês.

O Exército do Paquistão declarou que as conversas resultaram em um progresso “encorajador” em direção a um consenso definitivo. Duas fontes paquistanesas envolvidas nas negociações relataram que o acordo em discussão é considerado “bastante abrangente para dar fim à guerra”.

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Segundo fontes que falaram à Reuters, a estrutura proposta seria implementada em três fases: o encerramento formal do conflito, a solução da crise no Estreito de Ormuz e a abertura de um período de 30 dias para negociações sobre um pacto mais amplo, que pode ser estendido.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que analisará a versão mais recente do acordo iraniano com seus conselheiros e que poderá decidir no domingo sobre a retomada de ataques contra o Irã, conforme noticiou o Axios, citando uma entrevista com Trump. “Ou selamos um bom acordo ou vou destruí-los completamente”, declarou o presidente, de acordo com a publicação.

Uma das fontes paquistanesas ressaltou que não há garantia de aceitação do memorando por parte dos EUA. Caso ambos os lados concordem, o memorando de entendimento abrirá caminho para novas discussões após o fim do feriado de Eid, na próxima sexta-feira.

O presidente norte-americano, cuja popularidade foi abalada pelo impacto do conflito nos preços de energia para os consumidores nos EUA, disse na sexta-feira que não compareceria ao casamento de seu filho neste fim de semana, citando a situação com o Irã como um dos motivos para permanecer em Washington.

Uma autoridade árabe informou à Reuters que Trump realizaria uma ligação telefônica neste sábado com líderes da Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Egito, Turquia e Paquistão.

A mediação do Paquistão busca reduzir as divergências entre Irã e EUA após semanas de hostilidades que fecharam o Estreito de Ormuz para a maioria das embarcações, apesar de um cessar-fogo instável, causando turbulência nos mercados globais de energia.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reiterou as exigências de Trump: “O Irã jamais poderá possuir uma arma nuclear. O estreito precisa ser reaberto sem qualquer cobrança. Eles devem entregar seu urânio enriquecido.”

Rubio, em visita à Índia, afirmou que houve avanços e que as conversas prosseguem. “Enquanto falo com vocês neste momento, há trabalho sendo realizado. Existe a possibilidade de que, ainda hoje, amanhã ou em alguns dias, tenhamos algo a anunciar”, declarou Rubio a jornalistas em Nova Délhi.

O Irã nega buscar armas nucleares e defende seu direito de enriquecer urânio para finalidades civis. O país exige o controle do estreito, o fim do bloqueio norte-americano a seus portos e a suspensão das sanções sobre suas exportações de petróleo.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, declarou: “A tendência desta semana foi de redução das divergências, mas ainda há questões a serem resolvidas por meio de mediadores. Teremos que aguardar para ver como a situação se desenrolará nos próximos três ou quatro dias.”

O chefe do Exército paquistanês, Munir, deixou Teerã no sábado após conversar com o principal negociador iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, e com o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi.

Baghaei destacou que a questão do bloqueio dos EUA à navegação iraniana é relevante, mas que a prioridade é encerrar a ameaça de novos ataques americanos e o conflito em curso no Líbano, onde militantes do Hezbollah, aliados do Irã, enfrentam tropas israelenses que avançaram para o sul.

Qalibaf afirmou que o Irã buscará seus “direitos legítimos” tanto no campo de batalha quanto por meio da diplomacia, mas acrescentou que não pode confiar em “um lado que não possui qualquer honestidade”, alegação que o Irã já fez repetidamente.

Ele disse que as forças armadas iranianas reconstruíram suas capacidades durante a trégua e que, se os EUA “imprudentemente retomarem a guerra”, as consequências serão “mais severas e amargas” do que no início do conflito.

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