Empresas afetadas por tensões no Oriente Médio podem receber R$ 21 bi do BNDES

O conflito entre Estados Unidos e Irã já completa quase três meses, continuando a repercutir globalmente. No Brasil, as empresas sentem no bolso a alta do petróleo e as limitações no comércio exterior, que impactam sobretudo as exportadoras. No entanto, essas organizações podem ganhar um novo fôlego: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibilizará R$ 21 bilhões em financiamento para companhias impactadas pelas tensões geopolíticas.

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O BNDES passou a receber os pedidos de acesso ao crédito na sexta-feira (15).

Os recursos fazem parte da segunda etapa do Plano Brasil Soberano, um conjunto de medidas econômicas do governo federal para amenizar as tarifas dos Estados Unidos e, mais recentemente, os reflexos dos conflitos internacionais.

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O financiamento está disponível para companhias de diversos portes, desde que pertençam aos setores abrangidos pelo programa.

Parte desse montante que pode ser requisitado já era conhecida. R$ 15 bilhões foram anunciados em março por meio de uma medida provisória. A novidade agora é o acréscimo de R$ 6 bilhões e a inclusão de empresas prejudicadas por disputas geopolíticas.

O crédito pode ser solicitado por negócios de segmentos como siderurgia, fertilizantes, móveis, automotivo, têxtil, farmacêutico, equipamentos eletrônicos, informática e minerais críticos.

Qual pode ser a finalidade desses valores

O montante de R$ 21 bilhões será direcionado ao financiamento de quatro modalidades:

  • Capital de giro;
  • Capital de giro voltado à produção para exportação;
  • Aquisição de bens de capital; e
  • Investimentos para expansão da capacidade produtiva ou fortalecimento da cadeia produtiva, adaptação da atividade produtiva, além de inovação tecnológica ou ajuste de produtos, serviços e processos.

A linha Giro Exportação oferece taxa de 1,2% ao mês, com prazo de pagamento de 60 meses, incluindo até 12 de carência, e valor máximo de R$ 50 milhões.

Já a linha de Capital de Giro apresenta taxa de 1,35% ao mês para grandes empresas e de 1,2% ao mês para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), com prazo de 60 meses e até 12 de carência, também com teto de R$ 50 milhões.

A linha de Bens de Capital tem taxa de 1,18% ao mês, prazo de 60 meses e 12 de carência, com valor máximo de R$ 50 milhões.

Por fim, a linha de Investimento possui taxa de 1,06% ao mês, prazo de 240 meses, com até 48 meses de carência, e limite de R$ 50 milhões.

Como solicitar?

As empresas interessadas em acessar os recursos devem verificar a elegibilidade no site do BNDES, o que pode ser feito neste link.

É necessário realizar a autenticação pela plataforma gov.br. “Após a autenticação, o sistema informará se a empresa é elegível e quais linhas poderão ser solicitadas”, explica o BNDES.

Depois de confirmar que a companhia atende aos critérios, as empresas de menor porte podem solicitar os empréstimos junto aos bancos comerciais.

Já as instituições de maior porte, com faturamento anual superior a R$ 300 milhões, podem contatar diretamente o BNDES.

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