As atuais tensões no cenário global e a corrida por minerais estratégicos dominam a agenda dos encontros internacionais do Brasil, evidenciando o papel relevante do país em um contexto econômico repleto de obstáculos.
A agenda internacional do ministro
O titular da Fazenda, Dario Durigan, declarou que o Brasil estará presente em reuniões do Brics e do G7, concentrando-se nos desdobramentos econômicos dos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia. Os debates igualmente tratarão da segurança energética e de investimentos de alto impacto.
A programação do ministro prevê uma ida a Moscou, local onde encontrará integrantes de nações do Brics para debater a salvaguarda da economia brasileira diante de crises internacionais, principalmente no que tange aos valores dos combustíveis e ao setor do agronegócio.
Durigan destacou a importância de preparar o Brasil para os efeitos das guerras, salientando que a instabilidade mundial afeta diretamente o cotidiano dos brasileiros, especialmente no tocante à elevação dos preços dos combustíveis.
Números e projetos estratégicos
A manutenção dos aportes do Novo Banco de Desenvolvimento, também chamado de Banco do Brics, será um tema central nas tratativas. Um dos empreendimentos enfatizados é a construção do primeiro Hospital Inteligente da América Latina, em colaboração com a Universidade de São Paulo.
Ademais, o governo brasileiro planeja debater a questão dos minerais críticos tanto na Rússia quanto na França, com a intenção de estabelecer o Brasil como um grande fornecedor mundial de matérias-primas fundamentais para a indústria de tecnologia e a transição energética.
Durigan afirmou que o novo marco legal para o ramo mineral visa conferir segurança jurídica aos investidores, possibilitando que o Brasil preserve o controle nacional sobre seus recursos. O ministro reforçou a relevância de fomentar a industrialização local para agregar valor às matérias-primas extraídas.
Pontos de atenção
- Desfechos das reuniões do Brics e do G7 e suas repercussões para a economia brasileira.
- Avanços relativos a acordos internacionais para o segmento mineral e investimentos em tecnologia.







