O presidente da China, Xi Jinping, defendeu a reabertura imediata do estreito de Ormuz. A declaração ocorreu a poucos dias do término da trégua entre os Estados Unidos e o Irã. O governo iraniano decidiu fechar novamente a região.
Em um telefonema com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, o líder chinês ressaltou que a estabilidade daquela via marítima é crucial para o fluxo global de energia e para a segurança do comércio internacional.
“O estreito de Ormuz deve permanecer aberto à navegação normal, o que é do interesse comum dos países da região e da comunidade internacional”, afirmou Xi Jinping durante a conversa, conforme divulgado pela agência estatal chinesa Xinhua.
Interesses estratégicos de Pequim
A China, que mantém uma postura de neutralidade estratégica enquanto amplia sua influência no Oriente Médio, procura evitar que o bloqueio da região afete seu fornecimento de petróleo.
O estreito de Ormuz representa o principal gargalo logístico para a exportação do petróleo bruto produzido pelos países do Golfo.
Clima de tensão persistente
Apesar de haver sinais de cessar-fogo entre as forças norte-americanas e iranianas, o ambiente de desconfiança continua. Uma reunião entre representantes dos EUA e do Irã estava agendada, mas Teerã recusou o encontro.
O governo chinês receia que qualquer erro de cálculo nas águas do Golfo provoque uma nova alta nos preços das commodities, o que impactaria diretamente a economia doméstica do país.







