O Irã ameaça bloquear a passagem de navios em rotas marítimas do Oriente Médio, expandindo a ameaça além do Estreito de Ormuz. Uma das áreas visadas é o Mar Vermelho. A zona do Estreito de Ormuz é fortemente monitorada, e embarcações que tentam prosseguir recebem advertências por rádio da marinha dos Estados Unidos.
Em declaração à televisão estatal iraniana, o comandante militar afirmou que qualquer obstrução à passagem será considerada uma violação do cessar-fogo, podendo estender as restrições a outros pontos estratégicos. Um desses locais é o Estreito de Bab el-Mandeb, situado entre o Iêmen, Djibuti e a Eritreia. Essa passagem conecta o Golfo de Áden ao Mar Vermelho e fornece acesso ao Canal de Suez. O Irã conta com o apoio dos houthis, um grupo armado que busca controlar a rota. Esses mesmos combatentes já realizaram ataques a navios durante o conflito entre Israel e o Hamas.
Impacto no comércio global
Um possível bloqueio no Mar Vermelho teria um efeito ainda mais significativo no comércio de petróleo e mercadorias, afetando inclusive as exportações brasileiras. Ministros das finanças de onze nações, incluindo Espanha e Reino Unido, pediram uma ação rápida e coordenada para conter a guerra na região.
O alerta refere-se aos impactos na economia mundial, com riscos de frear o crescimento e aumentar a pressão inflacionária em vários países. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, descreveu o bloqueio como uma grave ameaça ao comércio internacional e exigiu urgência na reabertura da principal rota marítima da área.
Consequências econômicas imediatas
Os preços dos combustíveis já subiram na Europa. Abastecer com diesel na França ficou 34% mais caro, alcançando R$ 14 por litro. O setor aéreo também está em estado de atenção: estimativas indicam que pode haver falta de combustível para aeronaves já no mês de junho.







