A Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) Ceciliano Abel de Almeida, situada em São Mateus, elaborou uma sequência didática voltada para os alunos da 1ª etapa da Educação de Jovens e Adultos (EJA – Ensino Médio). O propósito central foi estimular a valorização da memória e da identidade institucional.
Essa iniciativa está vinculada ao projeto “70 anos da Escola Estadual de Ensino Médio Ceciliano Abel de Almeida: memória, identidade e narrativa de vida”, sob a coordenação da docente de Língua Portuguesa, Elizangela Anchiêta Gomes Moronari.
Dentro das atividades programadas, os estudantes conduziram uma entrevista com a ex-aluna Marizéte Anchiêta, que iniciou sua trajetória na escola em 1961 e concluiu o curso profissionalizante de Magistério em 1973. Esse encontro permitiu que os alunos tivessem acesso a narrativas sobre o cotidiano escolar de décadas passadas, abrangendo tópicos como infraestrutura, rotina pedagógica e o cenário social daquele período.
No decorrer da conversa, os alunos fizeram perguntas preparadas anteriormente e ouviram atentamente o depoimento da convidada sobre seus percursos acadêmicos e profissionais. Um aspecto destacado foi o fato de Marizéte ter sido, naquele contexto, uma das raras trabalhadoras domésticas que obtiveram acesso à educação formal, oportunidade que a auxiliou a se formar como professora.
O objetivo da ação foi trabalhar o gênero textual entrevista, além de incentivar uma reflexão acerca da história escolar e da relevância da educação na formação de trajetórias individuais e coletivas. Posteriormente, os estudantes também elaboraram produções textuais baseadas no conteúdo discutido.
De acordo com a professora Elizangela Anchiêta Gomes Moronari, a experiência foi enriquecedora para o aprendizado. “Realizar a entrevista com uma ex-aluna do Ceciliano fez parte de uma das etapas da sequência didática do projeto. Foi gratificante testemunhar o envolvimento dos alunos da EJA e a contribuição da Marizéte para destacar a escola e o estudo como ferramentas de resistência e conhecimento”, afirmou.
“Aprendi muito sobre dedicação, trabalho, respeito e esforço por meio da história compartilhada durante a entrevista”, declarou a estudante Cassiane Felicissimo Lira.







