A audição desempenha um papel importante no desenvolvimento da comunicação infantil e contribui para que a criança compreenda e se expresse oralmente.
Nos primeiros meses de vida, o bebê identifica e reage aos diferentes sons. O contato com os sons é essencial para o desenvolvimento auditivo.
Quando a audição está preservada, o bebê consegue imitar sons, balbuciar para depois formar palavras e frases. Isso possibilita que aprenda a falar, construir vínculos afetivos e sociais. Cuidar da saúde auditiva é essencial para o desenvolvimento da linguagem e da comunicação.
Políticas públicas de saúde garantem o acesso universal a exames auditivos e intervenções que reduzem os impactos de uma perda auditiva no desenvolvimento infantil.
Você precisa saber
Uma perda auditiva pode comprometer o desenvolvimento da fala, dificultando a aprendizagem escolar e a socialização.
Crianças com deficiência auditiva não diagnosticada podem apresentar dificuldade na linguagem, na leitura e na escrita, além de problemas emocionais e de comportamento.
A detecção precoce da perda é fundamental para garantir tratamento adequado. Quanto mais cedo a intervenção acontece, maiores as chances de inclusão escolar e social.
A Triagem Auditiva Neonatal Universal – TANU – é um direito do recém-nascido, garantido pela Lei Federal nº 12.303 de 2010. Portanto, maternidades dos estados e municípios devem realizar o exame.
O Teste da Orelhinha é um exame que identifica uma perda auditiva. É realizado por profissionais capacitados e legalmente habilitados como fonoaudiólogos e médicos, antes da alta do bebê, entre 24 e 48 horas após o nascimento ou no máximo até o 1º mês de vida e pode ser feito em uma Unidade de Saúde.
O teste é rápido, indolor e não invasivo, avalia a resposta aos estímulos sonoros emitidos, não causando desconforto para o recém-nascido, pois é realizado enquanto o bebê dorme.
Estudos mostram que a intervenção terapêutica na perda auditiva antes dos seis meses de idade, aumenta a chance de uma criança desenvolver a linguagem oral. Isso reduz os impactos negativos na aprendizagem escolar e na socialização. Por isso, a Triagem Auditiva Neonatal é considerada medida preventiva essencial.
A detecção precoce de perda auditiva permite que profissionais de saúde realizem o diagnóstico e utilizem estratégias terapêuticas adequadas a cada caso. O início do tratamento deve ser o mais cedo possível.
Perda da percepção auditiva
As causas da perda auditiva podem ser: exposição prolongada a ruídos intensos, infecções e fatores genéticos. As consequências têm relação com a época em que a perda ocorre, antes ou após o nascimento, em vários ciclos de vida. Uma perda auditiva pode ser de grau leve, moderado, severo ou profundo.
Segundo a Organização Mundial da Saúde cerca de 500 milhões de pessoas apresentam uma perda auditiva moderada ou severa, por várias razões, e esse número pode aumentar até 2050.
A exposição ‘contínua’ a ruídos acima de 85 decibéis causa perda auditiva. Medidas são necessárias para que os ambientes tenham níveis sonoros permitidos, como:
- campanhas de conscientização e prevenção sobre os efeitos do ruído
- planejamento urbano com controle da poluição sonora
- fiscalização dos níveis de ruídos
- pausas para descanso auditivo de trabalhadores em indústrias
Algumas fontes de ruído são: obras, bares, indústrias, escolas, equipamentos eletrônicos, carros e motos com escapamento adulterado, exposição prolongada a ruído intenso. Os impactos são: perda auditiva gradual, zumbido, pouca concentração, insônia, estresse, aumento da pressão arterial e risco cardiovascular.
Dia 29 de abril de 2026, o INAD Brasil convida todos a participarem da mobilização pela conscientização sobre o ruído. A ação internacional propõe 1 minuto de silêncio, das 14:15 às 14:16, para chamar a atenção para a importância do silêncio e redução do ruído.







