Romanceiro da Inconfidência: o livro que a ministra do STF sempre carrega consigo
Citado pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia como um dos livros que carrega para todos os lugares, o Romanceiro da Inconfidência é uma obra de Cecília Meireles (1901-1964), uma das mais aclamadas poetisas brasileiras.
Publicado pela primeira vez em 1953, o livro percorre a história de Minas Gerais, do início da colonização no século 17 até a Inconfidência Mineira, em 1789. Dividida em cinco partes, a coletânea reúne 85 romances, ou poemas de caráter narrativo.
Nos poemas, a autora retrata personagens históricos como Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, Tomás Antônio Gonzaga, Chica da Silva e D. João V. A obra pertence à segunda fase do modernismo brasileiro, conhecida como fase da reconstrução.
Por que a ministra citou o livro?
Cármen Lúcia comentou sobre o Romanceiro da Inconfidência durante uma coletiva de imprensa na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), ao responder uma pergunta sobre a relação entre literatura e direito.
“O livro que eu mais carrego, seguramente, é o Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles. Narra muito melhor as passagens dos conjurados e nos faz pensar muito mais sobre sentenças, sobre o papel dos juízes, do que muitas obras de história”, disse na ocasião.
“A literatura e o direito andaram casados sempre. É isso que nos leva, talvez, com tanta frequência, a usarmos tanto a arte e a arte literária como fonte de explicações”, afirmou ainda Cármen Lúcia. “Esta ligação que tem da arte com o direito e o nosso empenho para que a arte seja sempre garantida. Este é o espaço democrático que sinaliza se nós temos uma democracia verdadeira”, completou.
Na Flip, a ministra foi convidada para uma mesa de debate do programa principal para falar sobre o seu novo livro Pela Mão do Povo – Voto e democracia no Brasil (Bazar do Tempo), bem como sobre os recentes ataques à democracia brasileira. Escrita em parceria com a historiadora Heloisa M. Starling e a pesquisadora Nayara Corrêa Henriques Pinto, a obra da ministra aborda a construção do direito ao voto.







