Ensinar as crianças a gerenciar dinheiro é fundamental para cultivar hábitos financeiros positivos. Além das lições do cotidiano, investimentos ao longo prazo podem facilitar a conquista de objetivos, como estudos, intercâmbios e a busca por independência financeira.
A educação financeira para crianças evoluiu de um tópico adicional para um assunto relevante nas escolas e nas famílias. Embora a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) aborde essa questão de forma integrada, especialmente nas aulas de matemática, especialistas ressaltam que a compreensão sobre finanças é considerada dependente, principalmente, dos exemplos e diálogos familiares.
Os pais, por sua vez, reconhecem essa relevância. Conforme um estudo da Serasa, 85% deles afirmam que ensinam sobre finanças aos filhos, mas a realidade traz um desafio: 66% já tiveram contas básicas atrasadas e 67% enfrentaram problemas de negativação de nome. Apesar disso, 51% deseja aplicar recursos para assegurar o futuro das crianças, criando uma reserva para despesas como educação, viagens ou outros projetos a longo prazo.
É possível ensinar educação financeira para crianças?
Sim, a aprendizagem pode ocorrer através de situações do dia a dia, que ajudam as crianças a entender o valor do dinheiro, a relevância do planejamento e a distinção entre desejos e necessidades. O objetivo, no entanto, não é transformar a infância em uma aula de finanças, mas integrar conceitos financeiros de maneiras leves e apropriadas para cada faixa etária. Algumas abordagens incluem:
- Proporcionar mesada ou semanada com metas específicas
- Estimular a criança a economizar uma parte do dinheiro que recebe
- Definir metas para adquirir brinquedos ou presentes
- Incluir os filhos no planejamento de pequenas compras em família
- Explicar o funcionamento do orçamento familiar em uma linguagem simples
- Demonstrar que economizar hoje pode viabilizar objetivos maiores no futuro
Atividades lúdicas também podem ser ótimas aliadas para desenvolver esses conceitos. Jogos de tabuleiro, livros infantis, simulações de supermercado, restaurante ou banco e até o clássico cofre podem introduzir a noção de orçamento, opções e planejamento financeiro.
Investimentos para crianças e adolescentes
Após a criança assimilar conceitos fundamentais sobre dinheiro, os pais podem utilizar investimentos como uma ferramenta prática de educação financeira. Geralmente, especialistas sugerem que se comece com aplicações de baixo risco, orientadas a objetivos de curto, médio e longo prazo. Entre as principais opções, destacam-se:
- CDBs (Certificados de Depósito Bancário): investimentos de renda fixa, usualmente protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), adequados para a constituição de uma reserva financeira
- LCIs e LCAs: títulos de renda fixa isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas e frequentemente utilizados em estratégias conservadoras
- Tesouro Educa+: título público desenvolvido para auxiliar famílias no planejamento dos custos relacionados à educação dos filhos, com aportes acessíveis e foco no longo prazo
- Fundos de investimento: possibilitam acesso a diversas classes de ativos por meio de gestão profissional, alinhando-se ao perfil de risco da família
- Previdência privada: alternativa frequentemente utilizada por pais para objetivos de longo prazo, como faculdade ou o início da vida adulta.
- Investimentos internacionais realizados pelos responsáveis: podem ser considerados quando o objetivo é constituir patrimônio em moeda estrangeira, voltado para projetos como intercâmbio ou estudo no exterior
A escolha do tipo de investimento deve ser baseada no prazo, no objetivo familiar e no perfil de investimento, sendo recomendável que os responsáveis analisem liquidez, tributação e riscos antes de realizar uma aplicação.
Qual é o melhor investimento para o futuro dos filhos?
Não há uma resposta única, pois a escolha varia conforme o objetivo financeiro da família. De maneira geral, profissionais frequentemente sugerem que o planejamento siga uma sequência de prioridades:
- Reserva financeira para emergências
- Objetivos de médio prazo, como cursos, viagens ou aquisição de bens
- Metas de longo prazo, como faculdade, intercâmbio ou autonomia financeira
Crianças e adolescentes podem investir com o auxílio dos responsáveis no Super App do Inter. A Conta Kids oferece acesso à plataforma de investimentos, que disponibiliza opções como renda fixa (CDB, LCI, LCA, poupança etc.) e fundos de investimento.
Mais significativo do que selecionar o investimento ideal é transformar esse processo em uma chance de aprendizado. Ao acompanhar os depósitos, os rendimentos e o crescimento do patrimônio, a criança estabelece uma relação mais consciente com o dinheiro e percebe que planejamento e disciplina geram frutos no tempo.






