O governo da Argentina comunicou no começo desta semana um plano de demissões voluntárias destinado aos servidores que fazem parte do quadro permanente da administração pública.
De acordo com o presidente argentino, Javier Milei, a medida integra um pacote de reorganização do país, com o objetivo de reduzir gastos e direcionar os recursos públicos de maneira mais eficiente.
Reação da ATE
A ATE (Associação dos Trabalhadores do Estado) da Argentina criticou a iniciativa. Em nota, a entidade afirmou que o plano de Milei “é um acordo multimilionário” e representa uma ameaça aos direitos trabalhistas.
A associação explica que o desligamento voluntário alcança mais de 21 mil funcionários e aponta que quem não aderir ficará impedido de retornar à administração pública por oito anos.
“Além disso, foi confirmado que os cargos desocupados não serão substituídos e que aqueles que ocuparem um cargo sindical em vigor ou forem candidatos a eleições deverão renunciar para se inscrever na aposentadoria”, escreveu a ATE.
O decreto do governo argentino também determina que o plano de demissão voluntária poderá ser prorrogado apenas uma única vez, por mais 30 dias.






