O país atravessa o período mais delicado da reforma tributária aprovada nos últimos anos: a regulamentação. É nessa etapa que ministérios, Receita Federal e Congresso definem alíquotas efetivas, exceções setoriais e prazos de transição, decisões que vão determinar o impacto real da mudança no bolso do consumidor e no caixa das empresas.
Contadores e escritórios de consultoria tributária relatam aumento na procura por adequação de sistemas fiscais, já que a unificação de tributos sobre consumo exige mudanças em softwares de emissão de nota fiscal, cadastro de produtos e apuração de créditos. Pequenas empresas, que costumam operar com margem menor para investir em atualização tecnológica, enfrentam o maior desafio de adaptação.
Setores como saúde, educação e alimentos básicos disputam regimes diferenciados dentro da nova estrutura, argumentando que uma alíquota única penalizaria bens e serviços essenciais.Esse embate deve se estender por meses, já que cada exceção aprovada pressiona o teto da alíquota geral para cima.
Para o consumidor final, o efeito prático só deve aparecer de forma gradual, à medida que o sistema de transição substitui tributos antigos por novos ao longo dos próximos anos. Especialistas em finanças recomendam que famílias acompanhem simulações divulgadas por instituições de pesquisa para entender como cada faixa de renda tende a ser afetada.






