O mercado financeiro manteve estável a projeção da taxa básica de juros para o fim de 2026, com um novo corte esperado ainda este ano em relação ao patamar atual, considerado o mais alto desde 2006. A expectativa é de que a Selic recue ao longo dos próximos anos, com estimativas de queda gradual também para 2027 e 2028, em um processo que analistas classificam como lento e cauteloso.
A estimativa de inflação também recuou levemente em levantamento recente do Banco Central, enquanto o crescimento do PIB permanece perto de 2% nas projeções mais recentes do mercado financeiro. O boletim semanal que reúne as previsões de instituições financeiras tem mostrado relativa estabilidade nas últimas semanas, sinal de que os agentes econômicos já incorporaram boa parte das incertezas do primeiro semestre.
Analistas apontam que o alívio nos preços de commodities energéticas, após a redução de tensões no Oriente Médio observada em parte de junho, ajudou a melhorar as expectativas de curto e médio prazo para os preços no Brasil e no mundo. O eventual fim do conflito entre Estados Unidos e Irã, ainda que incerto, é visto como um dos fatores que podem reduzir a pressão sobre os índices de preços globais.
O comportamento da Selic segue sendo acompanhado de perto pelo mercado, já que taxas mais altas encarecem o crédito, estimulam a poupança e tendem a dificultar a expansão da economia. A expectativa é que o Comitê de Política Monetária do Banco Central mantenha uma postura cautelosa nas próximas reuniões, equilibrando o combate à inflação com a necessidade de não frear ainda mais a atividade econômica.






