O Ministério da Fazenda elevou sua estimativa para a inflação de 2026, de 3,7% para 4,5%. Os dados constam no boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE), apresentado nesta segunda-feira (18).
No que diz respeito ao Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a equipe econômica preservou a previsão de 2,3%. É esperada uma desaceleração nos segundo e terceiro trimestres, seguida por uma ligeira recuperação ao final do ano. Caso essa projeção se concretize, o patamar de crescimento será o mesmo observado em 2025.
Conforme a SPE, a correção para cima da projeção de inflação leva em conta o aumento da cotação do petróleo e a expectativa do mercado de uma taxa Selic mais elevada ao longo do período. A meta de inflação para 2026 está fixada em 3%, com intervalo de tolerância que alcança 4,5%.
Para esta estimativa, a cotação média do petróleo foi projetada em US$ 91,25 por barril, representando uma alta de aproximadamente 25%.
“Contudo, as projeções também consideram que parte do impacto do choque nos preços do petróleo será contrabalanceada pelos efeitos do real mais apreciado, e por medidas mitigatórias adotadas pelo Governo Federal para conter o repasse do aumento dos combustíveis no mercado doméstico”, esclarece o documento.
Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2026, a projeção para a inflação avançou de 3,8% para 4,6%.
Em relação a 2027, a expectativa de inflação também foi ajustada para cima, subindo de 3% para 3,5%. Já o Ministério da Fazenda projeta uma expansão de 2,6% para o próximo ano.







