O vídeo que mostra o momento da explosão de um veículo que era abastecido com Gás Natural, em um posto de combustível no Rio de Janeiro, na última segunda-feira (25), viralizou nas mídias em todo o país. É possível ver o motorista, um idoso, que estava próximo do carro, ser arremessado. O homem, chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital. Diante do fato, a equipe do MovNews resolveu conversar com um especialista para saber: Carro com gás natural veicular é perigoso?
Para Sirley Kohler, que além de ser Técnico Operacional é proprietário de uma empresa de instalação e manutenção do sistema GNV em veículos em Cariacica, a resposta é não. Desde que alguns cuidados básicos, sejam devidamente tomados com uma manutenção preventiva. “Se as recomendações forem seguidas, não há nenhum risco para o motorista e o passageiro”, afirmou. “O usuário precisa ter conhecimento do sistema que ele esta utilizando. A maior parte do risco está no uso de materiais não aprovados pelo INMETRO” informou. Para Kohler não é comum o que aconteceu no Rio. “O primeiro cuidado é procurar oficinas credenciadas para fazer a instalação e a manutenção. A maioria dos acidentes acontecem quando pessoas inabilitadas mexem no sistema” relatou.
Sobre a manutenção, o técnico, que trabalha há quase dez anos com o sistema, afirma que é preciso ficar atento, além da vistoria anual, o desgaste das peças “O ideal é a cada dez mil km” recomendou, pontuando os itens que devem ser verificados ” Os tubos de alta pressão que conduz o gás até o sistema do kit, para ver se tem ferrrugem…. O cilindro tem uma norma especifica e precisa ter o selo do Inmetro. Isso garante a sua utilização por até cinco anos. Passado esse período é preciso fazer o reteste” informou.
Segundo Kohler, na hora do abastecimento em postos de combustíveis o motorista, e os demais ocupantes, devem colaborar e sair do veiculo. O técnico informou que o posto e os frentistas devem ser mais exigentes na hora do abastecimento “Se o motorista não colaborar, o frentista não deve proceder com o início do abastecimento”.
Avaliando o episódio ocorrido no Rio de Janeiro, o técnico reforçou, “O frentista não deveria ter iniciado o abastecimento no momento que o motorista ainda não tinha aberto a tampa do porta-malas”. Ainda de acordo com Kohler, o local precisa estar bem arejado para o abastecimento.
Ele ainda acrescentou que o posto deve ter sempre o cuidado com as bombas e compressores, além de cobrar o selo de vistoria anual, para saber se o veículo está em dia. “No que diz respeito a vidas, todo o cuidado deve ser tomado para que a vida do próprio motorista, acompanhantes, funcionários do posto e terceiros, como outros motoristas, não sejam afetados” finalizou.







