Neste dia 26 de setembro é comemorado o Dia Nacional dos Surdos, um dia que celebra as conquistas da Comunidade Surda e sua luta pela inclusão dos surdos na sociedade. Muitas conquistas já foram alcançadas, como o reconhecimento da Libras como meio legal de comunicação e expressão, a obrigatoriedade do ensino de Libras na formação de professores, a obrigação do ensino bilíngue para crianças com deficiência auditiva e a obrigatoriedade da presença de um intérprete de Libras nos órgãos públicos.
E foi pensando nessa inclusão que a intérprete de Libras, Andressa Silva Oliveira, criou o projeto “Amor por Libras”, com o objetivo de oferecer aulas online de libras desde o início da pandemia do novo coronavírus. Ela explicou que plataforma que está sendo montada ficarão todas as vídeo aulas gravadas e ainda terá o atendimento em tempo real, ao vivo, todos os sábado.
Ela explicou que como a plataforma ainda não está pronta, por se tratar de algo mais profissional e que demanda mais tempo, ministra as aulas por meio de um plataforma online, onde dá aulas de forma individual e também aulas que são realizadas em grupo.
“Tem novo anos que eu sou intérprete de libras, comecei na área religiosa e hoje estou na área educacional também. A gente que trabalha na área vê e necessidade da família, então esse projeto é um sonho de querer expandir, aumentar e também conhecer pessoas que queiram aprender. Com o dia a dia nos vemos a necessidade porque ficamos sabendo de histórias que comovem”, disse Andressa.
Por que 26 de setembro?
O dia 26 de setembro foi escolhido para representar a luta da comunidade surda brasileira por ser a data da criação da primeira escola de surdos no Brasil. Em 26 de setembro de 1857 foi fundado no Rio de Janeiro pelo Imperador Dom Pedro II o Instituto Imperial de Surdos-Mudos.
O professor francês Édouard Huet, também surdo, foi convidado a lecionar às crianças surdas como forma de integrar essas pessoas à sociedade. As aulas eram ministradas em Língua de Sinais Francesa, o que resultou em uma forte influência na construção da Língua Brasileira de Sinais.
Hoje em dia o local ainda funciona, mas com um novo nome: Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES). O INES dedica-se até hoje ao ensino bilíngue de pessoas surdas no Brasil.







