Uma carta aberta do Instituto Mulheres no Poder, que foi apresentada aos candidatos ao governo do Estado e reúne dez eixos prioritários para garantir direitos, fortalecer a proteção e ampliar a autonomia feminina, teve a adesão do candidato Ricardo Ferraço.
O documento, contudo, não foi assinado por Lorenzo Pazolini.
Flávia Cysne, idealizadora do Instituto e uma de suas primeiras presidentes, falou da importância do olhar cuidadoso do candidato Ricardo Ferraço sobre a vida das mulheres capixabas.
“A assinatura de Ricardo Ferraço garante o fortalecimento das políticas públicas destinadas às mulheres. Ainda há muito o que fazer, e ter um governador comprometido com as nossas lutas é crucial”, enfatiza Flávia Cysne.
Ela destaca que o Instituto Mulheres no Poder (IMP) é organização suprapartidária que reúne mais de 400 integrantes de 42 municípios capixabas.
A Carta Aberta de Compromisso apresenta dez eixos prioritários para assegurar os direitos, a dignidade, a segurança e a autonomia das mulheres.
“Entre as principais reivindicações estão a manutenção da Secretaria de Estado das Mulheres, criada em 2023, a garantia de orçamento próprio para as políticas públicas e a articulação permanente entre o governo estadual, os municípios, o sistema de Justiça e a sociedade civil”, explica Flávia Cysne.
O documento também defende o fortalecimento dos organismos municipais de políticas para as mulheres, a ampliação dos serviços de prevenção e enfrentamento da violência, o aprimoramento dos canais de denúncia e acolhimento e a oferta de atendimento integral à saúde feminina.
“A assinatura desse compromisso é importante para transformar a proteção à mulher em políticas permanentes. O acolhimento da carta por Ferraço representa um passo importante para a consolidação de políticas públicas que não dependam apenas da vontade de cada governo”, pontua Flávia.
Ela lembra que a garantia de direitos exige planejamento, estrutura administrativa, equipes qualificadas, recursos financeiros e metas que permitam avaliar os resultados alcançados.
“A transparência, a participação social e o acompanhamento contínuo das ações são fundamentais. Não podemos retroceder em direitos tão duramente conquistados. Somos 51,2% da população do Espírito Santo. Cada vez que uma mulher é fortalecida, as famílias ganham”, conclui Flávia Cysne.
OUTRAS PROPOSTAS
- Educação para a igualdade e a prevenção das violências, a promoção da autonomia econômica, a ampliação do acesso ao trabalho, à qualificação e à inclusão digital, além do incentivo à participação das mulheres nos espaços de poder e decisão.
- Atenção especial a mulheres em situação de vulnerabilidade, moradoras de pequenos municípios e áreas rurais, integrantes de comunidades tradicionais e mulheres negras, indígenas e com deficiência. Também contemplam mães e cuidadoras de pessoas com deficiência ou com necessidades específicas.






