Ranking da crítica: os principais jogos de Zelda

A base deste ranking é a média da crítica no Metacritic, sempre considerando a versão original de cada jogo. Em caso de empate, a definição veio da nota dos jogadores no próprio Metacritic. Oracle of Seasons e Oracle of Ages entram como um único título, com a média entre as duas notas.

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Observação: os jogos de NES, Game Boy, Game Boy Color e Super Nintendo não possuem nota no Metacritic. Para Zelda II, A Link to the Past, Link’s Awakening e os dois Oracle, foi usada a média do GameRankings, site que reunia análises da época e encerrou as atividades em 2019. O primeiro The Legend of Zelda não tem nota em nenhum dos dois sites para a versão de NES; por isso, entra com a nota do relançamento de 2004 no Game Boy Advance. Os jogos do GameRankings não têm nota de jogadores e, por isso, os empates com eles terminam com as duas posições divididas.

19º – The Legend of Zelda: Tri Force Heroes | Nota: 73

Chegou ao 3DS em outubro de 2015 e foi concebido para três jogadores, que empilham os Links em um totem para alcançar inimigos e interruptores nas partes altas. Cada roupa concede uma habilidade distinta, e boa parte da experiência envolve reunir materiais para costurar novas vestimentas. A crítica aprovou as partidas com amigos, mas criticou o modo solo e as sessões online com desconhecidos. É a menor nota da série no Metacritic.

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18º – Zelda II: The Adventure of Link | Nota: 78 (GameRankings)

A continuação foi lançada no Famicom Disk System em 1987 e no NES em 1988, alterando quase toda a estrutura. Zelda II: The Adventure of Link preserva o mapa visto de cima, mas combates e palácios passam para a ação em visão lateral, com pontos de experiência, níveis e magias. Até hoje, é o título mais difícil da série e o que mais se distancia da fórmula. Vendeu 4,38 milhões de cópias e está no app de NES do Nintendo Classics.

17º – The Legend of Zelda | Nota: 84 (relançamento de GBA)

Tudo começou no Famicom Disk System em 1986. No Ocidente, o jogo chegou ao NES em 1987, em um cartucho dourado com bateria para salvar o progresso. O mapa aberto com masmorras escondidas, que a série nunca abandonou, nasceu ali, e o título foi o primeiro do NES a superar 1 milhão de cartuchos vendidos nos Estados Unidos. A nota considerada é a do relançamento de 2004 na linha Classic NES Series, do Game Boy Advance.

16º – The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom | Nota: 85

Lançado no Switch em setembro de 2024, Echoes of Wisdom é o primeiro jogo principal com Zelda como protagonista. Com o bastão Tri Rod, ela copia objetos e monstros — os ecos — e usa as cópias para resolver quebra-cabeças e lutar. A crítica elogiou a liberdade para inventar soluções e reclamou das quedas de quadros e da possibilidade de vencer quase tudo repetindo os mesmos ecos. No Switch 2, o jogo recebe melhoria gratuita de imagem.

15º – The Legend of Zelda: Four Swords Adventures | Nota: 86

Lançado no GameCube em 2004, Four Swords Adventures coloca até quatro Links na mesma tela. Para jogar em grupo, cada pessoa precisava de um Game Boy Advance conectado ao console por cabo, que servia como controle e segunda tela. A cooperação agradou à crítica, e a exigência de tantos aparelhos afastou parte do público. A nota dos jogadores, 7,4, é uma das mais baixas da lista.

14º – The Legend of Zelda: Spirit Tracks | Nota: 87

Lançado no DS em dezembro de 2009, Spirit Tracks substitui o barco por um trem, conduzido por Link por trilhos espalhados pelo reino. Zelda acompanha a aventura como espírito e possui as armaduras dos Phantoms para ajudar nas masmorras. Os controles são todos feitos com a caneta, e as viagens de trem dividiram os jogadores.

13º – The Legend of Zelda: The Minish Cap | Nota: 89

Arte de The Legend of Zelda: The Minish Cap

Lançado no Game Boy Advance em 2004 e nos Estados Unidos em 2005, The Minish Cap foi desenvolvido pela Capcom, por meio do estúdio Flagship. Com a ajuda do boné falante Ezlo, Link encolhe ao tamanho dos Minish e explora os mesmos cenários por outro ângulo. O jogo também conta a origem do vilão Vaati. Os 8,8 dos jogadores estão entre as notas mais altas do público na lista.

Phantom Hourglass e Link’s Awakening têm 90. Como a nota de Link’s Awakening é do GameRankings e o jogo não tem nota de jogadores, os dois dividem a posição.

11º (empate) – The Legend of Zelda: Phantom Hourglass | Nota: 90

Continuação direta de The Wind Waker, Phantom Hourglass saiu no DS em 2007 e foi o primeiro Zelda do portátil, com movimento, ataques e anotações no mapa feitos pela tela de toque. A crítica aprovou os controles e reclamou do Templo do Rei do Oceano, masmorra que o jogador precisa refazer várias vezes. A nota dos jogadores, 7,8, fica bem abaixo da crítica, a maior diferença da lista.

11º (empate) – The Legend of Zelda: Link’s Awakening | Nota: 90 (GameRankings)

The Legend of Zelda: Link's Awakening

O primeiro Zelda portátil saiu no Game Boy em 1993 e é também o primeiro fora de Hyrule. Em Link’s Awakening, Link naufraga na ilha de Koholint, e a história, com clima de sonho, tem participações de personagens de outras séries da Nintendo, como Goombas e Chain Chomps. Vendeu 3,83 milhões de cópias na versão original. Ganhou a versão colorida DX em 1998 e um remake no Switch em 2019.

10º – The Legend of Zelda: A Link Between Worlds | Nota: 91

Arte de The Legend of Zelda: A Link Between Worlds

Lançado no 3DS em novembro de 2013, A Link Between Worlds retorna ao mapa de A Link to the Past e permite que Link vire uma pintura para andar pelas paredes. A loja de Ravio aluga quase todos os itens desde o começo, o que possibilita fazer as masmorras em qualquer ordem. O jogo também apresenta uma Hyrule paralela, Lorule.

9º – The Legend of Zelda: Oracle of Seasons e Oracle of Ages | Nota: 91,8 (GameRankings)

The Legend of Zelda: Oracle of Ages e Oracle of Seasons

Oracle of Ages tem 92,2, e Oracle of Seasons, 91,4. Os dois saíram no Game Boy Color em 2001, também feitos pela Flagship, da Capcom. Seasons puxa para a ação e usa o Rod of Seasons (Bastão das Estações) para mudar o clima de Holodrum. Ages fica nos quebra-cabeças e viaja no tempo em Labrynna. Com a senha recebida ao terminar um, é possível continuar a história no outro e chegar ao final verdadeiro. Cada um vendeu 3,96 milhões de cópias, e os dois estão no app de Game Boy do Nintendo Classics.

Skyward Sword e A Link to the Past têm 93. A nota de A Link to the Past é do GameRankings, então os dois também dividem a posição.

7º (empate) – The Legend of Zelda: Skyward Sword | Nota: 93

Lançado no Wii em novembro de 2011, Skyward Sword conta a origem da Master Sword e é o primeiro jogo na cronologia da série. Com o acessório Wii MotionPlus, a espada segue o movimento do controle, e os inimigos se defendem conforme o ângulo do golpe. A crítica gostou. Os jogadores gostaram menos, por causa dos controles por movimento e das explicações em excesso, e dão 8,3. A versão HD de 2021, no Switch, tem 81.

7º (empate) – The Legend of Zelda: A Link to the Past | Nota: 93 (GameRankings)

Arte de The Legend of Zelda: A Link to the Past

Lançado no Super Nintendo em 1991 no Japão e em 1992 no Ocidente, A Link to the Past criou a divisão entre o Light World (Mundo da Luz) e o Dark World (Mundo das Trevas) e transformou a Master Sword em item da aventura. É a base de quase todo Zelda em 2D que veio depois e vendeu 4,61 milhões de cópias no SNES. A versão de Game Boy Advance, de 2002, que veio com Four Swords, tem 95 no Metacritic.

6º – The Legend of Zelda: Twilight Princess | Nota: 95 (jogadores: 8,9)

Lançado em 2006 no Wii e no GameCube, com poucas semanas de diferença, Twilight Princess tem o tom mais sombrio da série. Link vira lobo no Twilight Realm (Reino do Crepúsculo) e conta com a ajuda de Midna. A versão de Wii, usada na lista, é espelhada para Link segurar a espada na mão direita, junto com o controle. A de GameCube tem 96, com bem menos análises, e a remasterização HD de Wii U, de 2016, tem 86.

5º – The Legend of Zelda: Majora’s Mask | Nota: 95 (jogadores: 9,2)

The Legend of Zelda: Majora's Mask

Lançado no Nintendo 64 em 2000, Majora’s Mask se passa em Termina, que tem três dias até a lua cair. Link volta no tempo com a Song of Time (Canção do Tempo) para recomeçar o ciclo e usa máscaras para virar Deku, Goron e Zora. O jogo exigia o Expansion Pak, acessório de memória do console. Os 9,2 dos jogadores são a maior nota do público entre todos os jogos da lista.

4º – The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom | Nota: 96 (jogadores: 8,8)

Continuação de Breath of the Wild, Tears of the Kingdom saiu no Switch em maio de 2023 e acrescentou ilhas no céu e um subterrâneo inteiro ao mapa de Hyrule. Os novos poderes de Link permitem colar objetos e montar veículos, pontes e armas. Vendeu 22,4 milhões de cópias até dezembro de 2025, e a Nintendo Switch 2 Edition, de 2025, tem 95.

3º – The Legend of Zelda: The Wind Waker | Nota: 96 (jogadores: 9,0)

Lançado no GameCube em 2002 no Japão e em 2003 no Ocidente, The Wind Waker trocou o visual realista que os fãs esperavam por gráficos em cel shading, o que gerou críticas antes do lançamento. Hyrule está debaixo d’água, Link navega pelo oceano no barco falante King of Red Lions e controla o vento com a batuta que dá nome ao jogo. A fama do jogo cresceu com o tempo, e a versão HD de Wii U, de 2013, tem 90.

2º – The Legend of Zelda: Breath of the Wild | Nota: 97

Lançado em março de 2017 no Switch e no Wii U, Breath of the Wild abriu Hyrule de ponta a ponta. Link escala quase qualquer superfície e pode enfrentar Ganon logo depois da área inicial. O jogo ganhou vários prêmios de Jogo do Ano e é o Zelda mais vendido, com 33,64 milhões de cópias no Switch até dezembro de 2025. A versão de Wii U tem 96.

1º – The Legend of Zelda: Ocarina of Time | Nota: 99

Lançado no Nintendo 64 em novembro de 1998, Ocarina of Time levou a série para o 3D e criou a mira travada no inimigo, o Z-targeting, que virou padrão em jogos de ação. Link viaja entre a infância e a vida adulta com a Master Sword, e a ocarina toca músicas que abrem caminhos e mudam o tempo. Os 99 são a maior nota da história do Metacritic. A versão de 3DS, de 2011, tem 94.

O que o ranking mostra

Os seis primeiros lugares são jogos em 3D de console de mesa, de Ocarina of Time a Twilight Princess. Os dois jogos de mundo aberto do Switch estão entre os quatro primeiros. O portátil mais bem colocado é a dupla Oracle, em 9º, logo à frente de A Link Between Worlds.

Na parte de baixo estão os dois primeiros jogos da série e Tri Force Heroes, o único abaixo de 80 no Metacritic. Echoes of Wisdom, o Zelda principal mais recente, aparece em 16º.

O próximo da fila é o remake de Ocarina of Time, que chega ao Nintendo Switch 2 em 5 de novembro. Ele não entra na lista porque remakes ficaram de fora.

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Sidnei Vicente

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