O Superior Tribunal de Justiça (STJ) definiu as datas para os depoimentos das mulheres que acusam o ministro Marco Buzzi de assédio sexual e moral. As oitivas integram o procedimento de sindicância instaurado internamente pela Corte para apurar a conduta do magistrado. Os relatos serão colhidos pela comissão designada para o caso nas próximas semanas.
As denúncias começaram a ser formalizadas por servidoras e colaboradoras que relataram episódios de constrangimento e comportamento inadequado por parte do ministro no ambiente de trabalho. Diante da gravidade das alegações, a presidência do STJ determinou a abertura de investigação para colher provas e depoimentos das testemunhas envolvidas.
Próximos Passos do Procedimento
A comissão responsável pela apuração conduzirá os depoimentos sob sigilo para preservar a identidade e a integridade das denunciantes. Após a conclusão das oitivas das testemunhas e das vítimas, o ministro Marco Buzzi será intimado a apresentar sua defesa formal e dar a sua versão sobre os fatos investigados.
O resultado dessa sindicância interna poderá ser encaminhado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão responsável pela fiscalização administrativa e disciplinar do Poder Judiciário, caso sejam encontrados indícios robustos de falta funcional grave.
Posicionamento da Defesa
A defesa do ministro Marco Buzzi reitera que ele nega veementemente todas as acusações de assédio moral ou sexual. Em nota, os advogados do magistrado afirmam que a conduta dele sempre foi pautada pelo respeito e pelo profissionalismo ao longo de sua trajetória no tribunal, e que as provas que serão apresentadas ao longo do processo vão demonstrar a total improcedência das denúncias.







