Livre… estou me presenteando com a falta de compromisso que eu mereço.
Sem obrigações
Sem prazos
Sem pesadelos sem sentido que traduziam deveras meu status mental.
Já não quero ser o que me era tão caro há anos atrás.
O afã por ser mais, se dissipou.
O que eu quero tem um peso enorme: a leveza.
A leveza de não ser coisa alguma além do que sou: caos e calmaria.
Pausa e melodia.
De ser dois polos: o sul, o norte e a sobriedade que existe entre um e outro.
De ser dia e noite. Sol e chuva. Sorriso e lágrimas…
Festa e solidão.
Mas sobretudo, livre. Livre das amarras onde, voluntária, me prendi.
Hoje, a certeza que sempre existiu em mim desde o começo, acaba de mostrar sua força, a minha força.
Essa força é a coragem de dizer não quero, não precisa, não importa.
Essa coragem é voltar para a estrada onde trilhei por caminhos que me permitiram ser quem eu fui que descobri que ainda sou.
Então, que seja…
Liberdade, leveza, paz…
O que sou, e agora sei que sou, é a criatividade que um dia mataram em mim. Mas teimosa, voltou destemida e grandiosa.
O que sou é o som, a arte, a invenção. A clareza de não precisar parecer.
A certeza de querer o que sempre tive
O que perdi.
O que reencontrei.
E tudo isso é paz!
Sem dia, sem hora, sem medo!
Comigo e por mim. Sempre!







