Justiça para as vítimas da Covid-19, defende Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira o Projeto de Lei nº 2.120/2022, que estabelece o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A data escolhida para prestar homenagem às mais de 700 mil pessoas que faleceram durante a pandemia, 12 de março, remete ao dia do primeiro óbito por Covid-19 registrado no Brasil. A cerimônia de assinatura, realizada no Palácio do Planalto, em Brasília, contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

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No ato da sanção, o presidente Lula destacou a maneira imprudente como as decisões governamentais foram tomadas no período pandêmico. “Só faz sentido criarmos algo para recordar o passado se conseguirmos apontar os nomes dos responsáveis”, afirmou Lula.

O mandatário também mencionou as informações falsas disseminadas na época, que buscavam desacreditar as vacinas, resultando em um número ainda maior de óbitos.

Precisamos ter consciência de que foram mais mortes do que muitas guerras ocorridas no mundo”. E acrescentou: “Um dia transformaremos este mundo e a ignorância não prevalecerá em lugar algum. E a justiça será feita”.

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Na avaliação do ministro Alexandre Padilha, a relevância da sanção de um Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 reside no fato de que esse tema jamais seja esquecido pela sociedade brasileira.

Na saúde, dizemos que a memória cumpre duas funções essenciais. Primeiro, acolher o sofrimento, apoiar e lidar com essa dor. Mas, sobretudo, o papel da memória é para que a sociedade como um todo nunca mais permita a repetição do que ocorreu durante a condução da pandemia de Covid-19 em nosso país”, salientou.

A medida reforça a relevância da memória coletiva diante dos efeitos da pandemia no Brasil e reafirma o compromisso governamental com a proteção da vida, a ciência e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante a cerimônia, o Salão Nobre do Palácio do Planalto abrigou a instalação “Cada Nome, Uma Vida”, em tributo às mais de 700 mil vítimas fatais da Covid-19. A exposição permanecerá aberta ao público até 19 de maio.

Homenagens simultâneas

Como parte das ações relacionadas à sanção, estão programadas homenagens em seis capitais brasileiras de forma simultânea, nesta segunda-feira, às 19h:

  • Brasília (DF), no Congresso Nacional;
  • São Paulo (SP), na esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação;
  • Rio de Janeiro (RJ), no Cristo Redentor e no Centro Cultural do Ministério da Saúde;
  • Fortaleza (CE), no Complexo Cultural Estação das Artes;
  • Porto Alegre (RS), no Centro de Oncologia do Hospital Conceição (GHC);
  • Manaus (AM), no Hospital Beneficente Português.

Em todos esses locais, haverá projeção dos nomes de vítimas da Covid-19 e mensagens de reconhecimento ao SUS e aos profissionais de saúde que atuaram na linha de frente da pandemia. Também será enfatizado o papel da vacinação, das políticas públicas de saúde e da mobilização coletiva no enfrentamento da maior emergência sanitária da história recente do país. Essa homenagem também faz parte do processo de reconstrução da memória nacional sobre a pandemia.

Memorial da pandemia

No Dia Mundial da Saúde, 7 de abril, o Ministério da Saúde inaugurou o Memorial da Pandemia, localizado no Centro Cultural do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro. A homenagem às vítimas reúne distintos espaços no memorial: uma instalação digital com os nomes das pessoas que faleceram por Covid-19, um monumento, uma escultura de Darlan Rosa, criador do personagem Zé Gotinha, e um parquinho temático voltado ao público infantil, com foco na promoção da vacinação. No lançamento do memorial, o Ministério da Saúde também prestou tributo a jornalistas e veículos que atuaram na cobertura da pandemia, salientando o papel da informação de qualidade no combate à desinformação, ainda refletida na cobertura vacinal.

Cada nome, uma vida

O projeto “Cada Nome, Uma Vida” consiste em uma instalação pública voltada à memória das mais de 700 mil vítimas da pandemia de Covid-19 no Brasil. Concebida originalmente para o Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), a obra converte dados oficiais em presença material, permanente e acessível.

Mais do que um marco comemorativo, representa um gesto de reparação simbólica e de valorização da ciência, do SUS e dos trabalhadores da saúde que estiveram na linha de frente do enfrentamento à pandemia. Trata-se de uma réplica da obra original, criada para circular pelo país como parte de uma exposição itinerante.

“Essa é a primeira vez que conseguimos recuperar as informações de nomes, idades e regiões das vítimas, e trazer essa informação à tona, para assim ficar permanentemente na memória brasileira, para que a gente personifique o que foi esse sofrimento e saiba como enfrentá-lo”, comentou o ministro Alexandre Padilha.

Ao percorrer diferentes cidades, a instalação amplia o acesso à memória coletiva e convida o público à reflexão sobre os impactos da pandemia no Brasil. A obra transforma dados públicos em presença, atualizando continuamente as informações a partir do banco oficial do Ministério da Saúde. Uma memória viva que permanece e se reescreve. Um espaço para reconhecer, refletir e lembrar.

Defesa da ciência e da vida

Nos últimos três anos, o Governo do Brasil reverteu a queda nas coberturas vacinais, expandiu o acesso à imunização e intensificou o combate à desinformação, com impacto direto na recuperação da confiança nas vacinas no país. Em 2025, o Brasil registrou aumento no número de crianças vacinadas, interrompendo a sequência de quedas observada até 2022 e alcançando o melhor resultado dos últimos nove anos.

“Depois de tudo o que aconteceu na pandemia de Covid-19, o povo brasileiro tem a responsabilidade de reafirmar a vida, reafirmar o SUS, reafirmar a esperança de continuar defendendo a ciência contra o negacionismo, fortalecer a política pública e defender a vida de brasileiros e brasileiras”, destacou o autor do PL nº 2.120/2022, deputado Pedro Uczai, durante a cerimônia de sanção.

“E reafirmar o 12 de março, porque essa data não é só para trazer a memória e a história como denúncia. Mas também a memória e a história de tantos brasileiros e brasileiras”, completou.

Covid-19

A Covid-19 é uma infecção respiratória aguda provocada pelo SARS-CoV-2. No Brasil, a pandemia teve o estado de emergência sanitária nacional em vigência entre fevereiro de 2020 e maio de 2022.

Atualmente, a vacina integra o calendário nacional de imunização para crianças de seis meses a menores de cinco anos, gestantes e idosos a partir de 60 anos. Para maiores de cinco anos, a imunização é indicada apenas a quem ainda não recebeu nenhuma dose. Pessoas com condições clínicas especiais devem receber doses anuais, com intervalo de seis meses para imunocomprometidos.

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