Ralph é um coelho cego de um olho, surdo de uma orelha e com o corpo repleto de cicatrizes de queimaduras. Sua rotina é marcada por experimentos científicos ligados à fabricação de cosméticos. As sequelas não são somente físicas: ele também convive com a dor de ter perdido familiares, que morreram como cobaias. “Está tudo bem. Nós fazemos isso pelos humanos, certo? Eles são muito superiores a nós, animais”, ironiza.
Em 2021, a trajetória do coelho comoveu pessoas no mundo inteiro e colocou em evidência um tema que há décadas move a indústria da beleza: os testes de cosméticos em animais. Cinco anos depois do lançamento do curta-metragem Salve o Ralph, produzido pela Humane Society International, cresceu a procura por itens considerados mais éticos, e expressões como “cruelty free” e “vegan” ficaram cada vez mais presentes nas embalagens. No entanto, os dois termos não têm o mesmo significado, e nem todos os selos encontrados nos produtos adotam os mesmos critérios. Afinal, o que cada um deles realmente quer dizer?
Um item “cruelty free” é aquele cuja produção e formulação não incluem testes em animais. Contudo, isso não garante que ele seja vegano: um cosmético pode ser livre de testes e mesmo assim apresentar componentes de origem animal, como cera de abelha ou carmim. Por outro lado, o produto vegano não contém ingredientes nem derivados animais em sua composição, mas isso, isoladamente, não indica que ele também seja “cruelty free”.






