O PDRN, ativo adotado por Dua Lipa e Carolina Dieckmann, tornou-se uma febre na K-Beauty. Uma dermatologista esclarece os detalhes.
O universo da beleza tem um novo favorito em 2026. Conhecido como PDRN (polidesoxirribonucleotídeo), o ingrediente, antes restrito a procedimentos dermatológicos clínicos, passou a integrar máscaras faciais e cremes coreanos, consolidando-se como uma das maiores tendências da K-Beauty.
A repercussão do ativo cresceu na internet depois que celebridades nacionais e internacionais o incluíram em suas rotinas de cuidados faciais. Recentemente, a cantora Dua Lipa e a atriz Carolina Dieckmann chamaram atenção ao surgirem utilizando uma máscara facial coreana com PDRN. Curioso? O Purepeople conta mais.
O que é o PDRN?
De acordo com a dermatologista Larissa Oliveira, da Onne Clinic, no Rio de Janeiro, o PDRN é uma molécula extraída de fragmentos de DNA, estudada há anos na medicina regenerativa sobretudo por sua capacidade de estimular processos de reparo tecidual e modular inflamações.
Inicialmente empregado em aplicações injetáveis realizadas por médicos, o ativo migrou para o mercado cosmético em meio à demanda crescente por ingredientes com respaldo científico.
“A consumidora atual deseja compreender melhor os mecanismos biológicos da pele. Observa-se um interesse elevado por ativos ligados à regeneração celular, fortalecimento da barreira cutânea e prevenção do envelhecimento”, explica a especialista.
Produtos com PDRN funcionam como os tratamentos feitos em consultório?
Embora haja entusiasmo, os especialistas fazem uma ressalva importante: os resultados obtidos em casa não equivalem necessariamente aos observados em procedimentos médicos.
Conforme Larissa, no consultório o PDRN costuma ser usado em concentrações mais altas e frequentemente associado a técnicas como microagulhamento, laser e drug delivery, que favorecem uma penetração mais profunda do ativo na pele. Já nos cosméticos, a absorção tende a ser mais limitada e superficial.
“Um sérum ou uma máscara com PDRN pode auxiliar na hidratação, no viço e no fortalecimento da barreira cutânea, mas dificilmente reproduzirá os mesmos efeitos biológicos observados em tratamentos dermatológicos”, afirma.
O futuro do skincare será cada vez mais tecnológico?
De acordo com a especialista, a resposta é afirmativa. Ingredientes inspirados na medicina regenerativa, como exossomos, fatores de crescimento, peptídeos biomiméticos e o próprio PDRN, devem ganhar ainda mais espaço nos próximos anos.
Ainda assim, ela reforça que cosméticos tecnológicos não substituem tratamentos médicos quando há indicação clínica.
A tendência aponta para uma união cada vez maior entre skincare e dermatologia, com produtos cada vez mais sofisticados atuando como complemento dos cuidados realizados em consultório.






