Uma sequência apropriada de cuidados faciais tem a capacidade de modificar a aparência da pele com o passar do tempo, e isso nem sempre exige procedimentos invasivos ou tratamentos complexos. Frequentemente, o segredo está na constância e nas decisões acertadas do cotidiano.
No caso das peles maduras, uma rotina dedicada é indispensável para preservar um aspecto saudável e juvenil por mais tempo. No entanto, um equívoco frequente pode estar atrapalhando esse processo.
De acordo com o dermatologista Adrián Alegre, em declaração à revista colombiana Semana, concentrar-se exclusivamente na hidratação e negligenciar outros ativos na pele é um hábito comum que pode comprometer o rejuvenescimento, merecendo atenção especial na rotina de beleza.
Cuidados com a pele a partir dos 50 e 60 anos
Conforme o especialista, para se obter uma pele madura saudável, é crucial estabelecer uma rotina bem organizada de tratamento.
Isso se deve ao fato de que, a partir dos 50 anos, a pele começa a perder colágeno e elasticidade, o que resulta em uma aparência mais flácida e no surgimento de rugas e linhas de expressão mais marcadas.
Ademais, com o avanço da idade, a pele tende a se tornar mais frágil e suscetível ao ressecamento, devido à capacidade reduzida de reter hidratação.
Assim, a hidratação ganha um papel fundamental nos cuidados cutâneos. “Manter uma boa hidratação não é apenas uma questão estética. Ela melhora a elasticidade, reduz a sensação de estiramento e ajuda a pele a tolerar melhor outros tratamentos”, explica Adrián Alegre.
Porém, ele adverte que apenas hidratar não é suficiente para assegurar bons resultados. Segundo o médico, é nesse ponto que muitos erram nos cuidados com a pele.
“Após os 50 anos, um dos equívocos mais frequentes é dar ênfase apenas à hidratação. A pele também necessita de ingredientes protetores, como antioxidantes (vitamina C e niacinamida), e ingredientes renovadores, como hidroxiácidos ou retinoides adaptados”, detalha o dermatologista.
O entrave é o receio de que esses ativos possam irritar a pele, levando muitas pessoas a cometerem o erro de não os utilizar, quando, na realidade, “podem e devem ser empregados em formulações mais suaves e de maneira gradual”, afirma Adrián.
Por essa razão, é essencial combinar uma série de cuidados cutâneos. Cremes mais ricos em ativos com função restauradora costumam ser os mais indicados nessa fase, já que apresentam texturas densas e fórmulas que fortalecem a barreira da pele.
No momento da aplicação na rotina, o especialista defende uma sequência fixa e bem delimitada. “Pela manhã, um antioxidante como a vitamina C, seguido de hidratante e protetor solar. À noite, um ingrediente ativo reparador ou renovador, sempre adaptado à tolerância da pele”, aconselha Alegre.







