A popularidade de dispositivos como máscaras de LED, aparelhos de microcorrente e equipamentos de radiofrequência voltados para o uso caseiro tem crescido na rotina de cuidados estéticos, especialmente entre consumidores que desejam praticidade e resultados sem precisar sair de casa. Esse avanço do mercado, porém, acende um sinal de alerta entre profissionais sobre a necessidade de utilização correta e supervisão adequada, sobretudo em procedimentos que empregam tecnologias mais complexas.
Esse movimento reflete uma transformação no comportamento do consumidor, que busca cada vez mais soluções de autocuidado baseadas em tecnologia e apoiadas por evidências científicas. Diante da ampla divulgação desses equipamentos — frequentemente chamados de “gadgets” e promovidos por celebridades e influenciadores nas redes sociais —, a dermatologista Juliana Oliveira destaca a importância de agir com prudência.
Riscos envolvem desde irritações até comprometimento de tratamentos
“Embora muitos desses dispositivos sejam seguros quando empregados de acordo com as instruções do fabricante, é fundamental lembrar que a pele de cada pessoa possui características próprias. O uso equivocado pode desencadear irritações, manchas e até mesmo interferir em tratamentos já em curso. Equipamentos e técnicas que envolvem perfurações na pele, com maior risco de complicações ou que exigem uma avaliação individualizada e rigorosos cuidados de higiene — como é o caso do microagulhamento — precisam ser conduzidos exclusivamente em ambiente clínico e com o acompanhamento de um especialista”, alerta a médica. “Antes de investir em qualquer tecnologia, a consulta a um dermatologista é, sem dúvida, o caminho mais seguro”, conclui.






