A polícia britânica declarou nesta segunda-feira que apura se indivíduos que atuavam a mando de um Estado estrangeiro participaram de um suposto plano para atingir uma base aérea utilizada pelos Estados Unidos, mas ressaltou que os cinco suspeitos detidos seriam soltos.
Os cinco homens, todos britânicos de Londres e com pouco mais de 20 anos, foram presos na madrugada de domingo após a polícia receber um alerta sobre três vans brancas que se dirigiam à RAF Fairford, base britânica que abriga bombardeiros americanos empregados em missões contra o Irã.
A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) declarou em julho que a base era um alvo legítimo.
Laurence Taylor, chefe da polícia antiterrorismo britânica, informou que os homens, detidos sob suspeita de crimes relacionados a explosivos e de planejar um ato terrorista, serão liberados ainda nesta segunda-feira sob rigorosas condições de fiança.
“Para deixar bem claro, isso não significa que a investigação terminou”, afirmou Taylor em declaração diante da sede da polícia de Londres. “Eles continuam, sem dúvida, sob investigação enquanto examinamos diversas linhas de apuração.”
Uma fonte a par da investigação havia afirmado anteriormente à Reuters que uma motivação ligada ao Irã era considerada a hipótese mais provável, embora uma operação de sabotagem russa ou um plano de extremistas islâmicos também estivessem sendo examinados como possibilidades.
A embaixada do Irã em Londres havia declarado anteriormente em comunicado que “rejeita categoricamente e condena veementemente as recentes especulações infundadas e maliciosas” sobre seu envolvimento, que, segundo ela, alimentariam a “propaganda iranofóbica” no Reino Unido.
Taylor, que não mencionou especificamente o Irã, afirmou saber que havia grande interesse em determinar se o atual contexto geopolítico teve alguma relação com o episódio.
“Tenham certeza de que estamos analisando o caso por todos os ângulos possíveis, inclusive a possibilidade de que isso tenha sido cometido ativamente por agentes ou indivíduos que trabalham, consciente ou inconscientemente, em nome de um Estado estrangeiro.”






