As sanções impostas ao Irã, uma das grandes potências petrolíferas mundiais, somadas às barreiras de acesso ao sistema financeiro global, têm acelerado a aproximação de Teerã com as estruturas econômicas do BRICS. O próximo movimento nessa direção pode ser a adesão do país ao Novo Banco de Desenvolvimento (NDB).
De acordo com o presidente do Banco Central iraniano, Abdolnaser Hemmati, o processo de adesão do Irã à instituição está prestes a ser finalizado. A declaração foi dada durante um encontro de autoridades econômicas dos países que integram o bloco, realizado na Índia.
O ingresso no NDB ampliaria a atuação do Irã dentro do BRICS, bloco do qual o país passou a fazer parte em 2024. Desde então, o governo de Teerã vem tentando converter essa participação em mais oportunidades de comércio, investimento e financiamento.
O que é o NDB
A instituição atua como uma opção multilateral para o financiamento de infraestrutura e iniciativas de desenvolvimento sustentável. Criada em 2015 por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, ela já incorporou novos membros ao longo dos anos.
Sanções e alternativas financeiras
Para o Irã, essa aproximação possui um significado extra. O país sofre com restrições econômicas lideradas pelos Estados Unidos, que complicam transações no exterior e o acesso a mecanismos financeiros sob influência de Washington.
Nesse contexto, fortalecer vínculos com entidades vinculadas ao BRICS diminui a dependência iraniana dos instrumentos tradicionais centrados no dólar e cria novas perspectivas de obtenção de recursos.
O movimento também está alinhado a uma pauta mais ampla do bloco. Nos últimos anos, os países-membros têm debatido formas de conduzir uma fatia maior do comércio e das transações financeiras com moedas locais.
Hemmati definiu o NDB como um dos frutos mais tangíveis da cooperação entre as nações do BRICS e garantiu que a entrada do Irã na instituição deve acontecer em breve.






