“Cooperativas por um mundo pacífico”: esse é o lema do Dia Internacional do Cooperativismo 2026, celebrado em 4 de julho, que ressalta a contribuição do modelo cooperativo para a formação de sociedades mais inclusivas, resilientes e democráticas. Instituída pela Assembleia Geral da ONU em 1993, a data reconhece o poder transformador das mais de 3 milhões de cooperativas existentes no mundo, que reúnem cerca de 12% da população global.
Em um cenário global marcado por conflitos, desigualdades, fragmentação social e perda de confiança nas instituições, o tema deste ano ressalta que uma paz duradoura deve estar ancorada na inclusão, no diálogo social e na segurança econômica.
Em discurso na Sessão Solene da Câmara dos Deputados dedicada à data o coordenador residente da ONU no Brasil, Igor Garafulic, destacou que “construir vínculos duradouros entre pessoas, comunidades e instituições deixou de ser apenas uma aspiração; tornou-se uma necessidade”.
Estruturadas sobre gestão participativa, adesão voluntária e responsabilidade compartilhada, as cooperativas criam espaços de diálogo, reforçam a confiança e apresentam soluções coletivas para os desafios econômicos e sociais. Em todo o planeta, elas empregam mais de 280 milhões de pessoas, cerca de 10% da força de trabalho global.
Para Garafulic, “as cooperativas demonstram, todos os dias, que é possível construir pontes. Elas fortalecem a confiança entre as pessoas, ampliam oportunidades econômicas, promovem a participação democrática, reduzem desigualdades e contribuem para comunidades mais resilientes e inclusivas”.
Identidade cooperativa: força poderosa em prol do desenvolvimento sustentável
Definidas pela Aliança Cooperativa Internacional como associações autônomas de pessoas que se unem voluntariamente para atender às suas necessidades e aspirações econômicas, sociais e culturais, as cooperativas colocam o ser humano no centro da atividade econômica.
Sua atuação é orientada pelos valores da autoajuda, autorresponsabilidade, democracia, igualdade, equidade e solidariedade. Esses princípios conferem às cooperativas um caráter singular: são instituições por meio das quais as pessoas repartem responsabilidades, exercem a voz democrática e utilizam a iniciativa empresarial para promover a dignidade humana, a inclusão social e o bem-estar comunitário.
Na Câmara dos Deputados, em Brasília, o coordenador Igor Garafulic explicou o valor atribuído pela ONU ao cooperativismo:
“As Nações Unidas reconhecem o cooperativismo como um parceiro estratégico para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e vêm incentivando, de forma consistente, que os Estados criem ambientes favoráveis ao seu fortalecimento.”
As 300 maiores cooperativas do mundo registraram faturamento total de US$ 2,4 trilhões, ao mesmo tempo em que oferecem os serviços e a infraestrutura dos quais a sociedade depende para prosperar. Presentes no cotidiano de milhões de pessoas, as cooperativas proporcionam acesso a crédito, moradia, alimentação, serviços, mercados, produção, cuidados e suporte social.
São organizações economicamente sólidas, mas socialmente responsáveis. Com raízes locais e conexões que ultrapassam fronteiras. Autônomas, porém comprometidas com o bem comum. Ao colocar as pessoas e as comunidades em primeiro lugar, o movimento cooperativo demonstra que a atividade econômica pode ser organizada para promover dignidade, prosperidade compartilhada e desenvolvimento sustentável, sem deixar ninguém para trás.
Cooperativismo no Brasil: visão de longo prazo para o crescimento, a inclusão e o fortalecimento da democracia
No Brasil, as cooperativas cumprem papel essencial na geração de emprego e renda, no fortalecimento das economias locais e na criação de oportunidades para pequenos produtores e empreendedores, contribuindo para a redução das desigualdades regionais.
“Uma visão de longo prazo contribuiu para que o cooperativismo brasileiro se consolidasse como um importante motor da economia nacional. Hoje, milhões de brasileiros participam de cooperativas nos mais diversos setores — agropecuária, crédito, saúde, transporte, habitação, infraestrutura, consumo, trabalho e tantos outros”, afirmou o coordenador residente Igor Garafulic.
Realizada pela Câmara dos Deputados em parceria com a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), a Sessão Solene em alusão ao Dia do Cooperativismo reuniu parlamentares, sociedade civil e lideranças do setor para reconhecer a relevância do modelo cooperativista para o desenvolvimento sustentável, a inclusão social e o fortalecimento da democracia brasileira.







