Medir a pressão arterial com a técnica adequada e um aparelho confiável é uma etapa fundamental para prevenir infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs). De acordo com o Relatório Global sobre Hipertensão 2025, da Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 55,7 milhões de brasileiros entre 30 e 79 anos vivem com pressão alta, o que representa 46% dessa faixa etária. Embora 71% tenham conhecimento do diagnóstico e 66% estejam em tratamento, apenas 38% conseguem manter a doença sob controle.
A hipertensão geralmente não apresenta sintomas, mas pode causar danos ao coração, cérebro, rins e vasos sanguíneos ao longo do tempo. “Não é possível tratar o que não se consegue enxergar. Os medicamentos eficazes já existem e são conhecidos há décadas; o que falta é alcançar quem deles precisa e ainda não sabe que está em risco”, afirma Erika Campana, cardiologista, professora da UERJ e presidente do Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Para reduzir erros, a pessoa deve utilizar um aparelho clinicamente validado e uma braçadeira de tamanho adequado ao braço. Antes da medição, recomenda-se evitar café, álcool, cigarro e exercícios físicos por 30 minutos, permanecer sentado em repouso por três a cinco minutos, manter as costas e o braço apoiados, os pés no chão e não conversar. Um único resultado elevado não confirma hipertensão: a OMS considera pressão igual ou superior a 14 por 9 em dois dias diferentes. Ninguém deve alterar ou interromper a medicação por conta própria após uma única leitura.







