8 de fevereiro de 2026
domingo, 8 de fevereiro de 2026

Caso Ana Carolina: suspeito embarcou em um ônibus para o Norte do ES minutos após o crime

A Polícia Civil divulgou as imagens de uma câmera de videomonitoiramento que auxiliaram nas investigações do assassinato de Ana Carolina Rocha Kurth, de 24 anos, em um apartamento no Centro de Vitória. O principal suspeito seria seu namorado, Matheus Stein Pinheiro, também de 24 anos, de acordo com os policiais. Ele foi preso nesta quarta-feira (17).

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Matheus sai pela porta da frente do apartamento onde a jovem foi encontrada morta e desce o prédio pelo elevador. Imagens de uma câmera de videomonitoramento registraram o momento.

Ele aciona o elevador e chega a se encontrar com um outro homem, de camisa preta, que faz parte da administração do condomínio. De acordo com o delegado Ricardo Almeida, chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), o morador do prédio chega a questionar o suspeito sobre a existência de gritos.

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“Esse morador foi até o 10° andar, onde o casal morava, se deparou com o investigado saindo com mochila, e perguntou se ele havia ouvido gritos. Tranquilamente, disse que não ouviu nada e que estava indo pra faculdade. Então ele sai do prédio. De banho tomado, com mochila nas costas e foi embora. Isso já era 10 minutos depois (do crime)”, disse.

Minutos após, o pai do suspeito aparece no andar, acompanhado por uma mulher, consegue arrombar a porta e encontra o corpo da vítima. A Polícia Militar é acionada às 16h10. Paralelamente, às 16h04, câmeras de uma agência de viagem da Rodoviária de Vitória registraram o investigado comprando passagens. Ele embarca para Conceição da Barra às 16h10.

“Posteriormente o advogado do suspeito fez contato com a polícia dizendo que o mesmo iria se entregar. Na quarta-feira (17) ele se entrega. Na ocasião, ele é questionado sobre o motivo da presença no local, já que não tinha sido intimado e nem convidado. Ele disse ‘não sei o que estou fazendo aqui. Meu nome está aparecendo na rede social’ e aí a advogada dele interrompeu e disse que só iria falar em juízo, usando o direito ao silêncio”, disse.

A legislação brasileira estabelece que a prisão de suspeitos só deve ocorrer em situações de flagrante delito ou mediante mandado de prisão em aberto. No caso em questão, não se configurou nenhuma das duas ocasiões. Dessa forma, o suspeito foi liberado, em primeiro momento.

“Após a juntada de provas que consubstanciassem a emissão do mandado de prisão, o pedido foi realizado ao Judiciário e foi deferido. Diligenciamos e tivemos êxito em prendê-lo, no Centro de Vitória. Ele não resistiu à prisão e foi encaminhado à sede do DEHPP, no Barro Vermelho, também na Capital”, disse o delegado Ricardo Almeida, chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP).

O suspeito foi encaminhado para o Centro de Triagem de Viana, onde permanece à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM).

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