Uma mulher, identificada como Vitória da Cunha Ferreira Alvim, foi presa sob suspeita de aplicar golpes milionários com pacotes de viagens falsos no Rio de Janeiro, na manhã desta segunda-feira (24).
Conforme as investigações, ela utilizava uma empresa de turismo, formalmente constituída, para conferir aparência de legalidade ao esquema. Por intermédio de perfis em redes sociais, a agência divulgava e vendia pacotes de viagens nacionais e internacionais, prometendo organização integral das viagens, incluindo passagens aéreas, hospedagem e reservas.
As vítimas fechavam o negócio, assinavam contrato e realizavam o pagamento integral dos valores via PIX. Em seguida, a mulher deixava de prestar qualquer serviço: nenhuma passagem era emitida, nenhuma reserva era confirmada e os contatos das vítimas passavam a ser ignorados.
Próximo à data da viagem, as vítimas procuravam vouchers e comprovantes de reserva. Nesse momento, a fraude era descoberta ao constatar que hotéis e serviços supostamente contratados não possuíam registro em nome da empresa ou da suspeita. Uma das vítimas perdeu R$ 8.738,20 com o golpe. A Polícia Civil ressalta que o caso ultrapassa um descumprimento contratual ou disputa comercial a ser resolvida na esfera cível.
Investigação aponta dolo no esquema fraudulento
Para os investigadores, as provas reunidas pela 41ª DP (Delegacia do Tanque) — como contratos, comprovantes de pagamento e a reiteração do padrão contra diversas outras vítimas — demonstraram que os contratos de viagem eram celebrados pela suspeita já com plena ciência de que os serviços jamais seriam prestados.
“A intenção de não cumprir o que era contratado precedia a própria celebração do negócio, caracterizando o dolo essencial ao crime de estelionato. A fraude não era uma consequência de dificuldades posteriores na prestação do serviço, mas o objetivo desde o início da relação com a vítima”, afirma a polícia.
A Justiça decretou a prisão preventiva da mulher sob a justificativa de que “há risco de reiteração de cometimento de delitos, caso a acusada permaneça em liberdade”.
A CNN Brasil busca contato com a defesa de Vitória da Cunha Ferreira Alvim. O espaço segue aberto.







