A Insomniac Games atendeu às críticas sobre Marvel’s Wolverine e já está ajustando o combate, os sistemas de auxílio e o rastro de cheiro.
Insomniac Games começou a trabalhar em Marvel’s Wolverine assim que as avaliações negativas surgiram. O diretor de comunidade James Stevenson declarou que a equipe “está ouvindo 100%” do feedback recebido nos últimos dias e passou o dia inteiro corrigindo os problemas apontados, conforme visto pela Eurogamer.
O jogo foi lançado nesta semana como exclusivo de PlayStation 5 e se tornou o título da Insomniac com a menor pontuação da última década. No Metacritic, está na faixa de 77 a 78. No OpenCritic, a média das críticas principais é 79, com cerca de 69% a 70% de recomendação. Embora as notas em si não sejam determinantes (apesar de a indústria valorizá-las além da conta), o fato é que, depois dos jogos do Homem-Aranha, foram criadas expectativas e os jogadores assistiram a vídeos ou leram análises que os deixaram desapontados.
Principais críticas
O que mais gerou insatisfação, segundo consenso geral, foi o combate, que começa interessante e depois se torna cansativo, além do excesso de recursos de auxílio no gameplay. O rastro de cheiro de Logan — aquele traço colorido que aparece atrás de quem ele está rastreando — virou motivo de piada. O jornalista Gene Park, do Washington Post, o apelidou de “fart gas”. Muitos pediram um botão para desativá-lo, embora Stevenson já tivesse explicado antes do lançamento que o efeito não fica ativo o tempo todo: representa o faro mutante do personagem e só aparece quando ele está rastreando alguém, um objeto ou um colecionável. Ainda assim, a solicitação de uma opção para desligar não desapareceu.
O próprio Stevenson brincou no X hoje, afirmando que o time “está cozinhando forte” em resposta ao feedback. “Caso você esteja se perguntando de onde vem aquele cheiro saindo da nossa cozinha.” Ainda não há uma lista do que será alterado nem uma data para o patch. Apenas a promessa de que continuarão refinando a experiência nas próximas semanas e meses.
Contexto do lançamento
O contexto também não favorece. O lançamento ocorreu no mesmo mês de outros grandes jogos, em um clima já desfavorável para a PlayStation — marcado pelo descontentamento com o fim dos jogos físicos, o preço dos consoles e a ida do novo projeto de Hideo Kojima para o Xbox. Nem o marketing forte nem a “aura de exclusivos da Sony” estão ajudando, pois a Sony vem recebendo críticas em todas as suas publicações e os influenciadores estão sendo bombardeados, especialmente aqueles que já jogaram o game e afirmaram ter gostado genuinamente.
Além disso, documentos vazados da própria Insomniac em 2023 apontam que o jogo precisaria vender cerca de 6 milhões de cópias no primeiro ano para manter o acordo de futuros títulos dos X-Men com a Marvel. Nada disso foi confirmado oficialmente até agora, mas o número voltou a circular.
A campanha é curta, entre 10 e 15 horas, bastante linear e focada na história, dentro da chamada “fórmula Sony”, mas em escala reduzida se comparada aos jogos anteriores do estúdio. Por isso, muitos acharam estranho o estúdio precisar retrabalhar o jogo após o lançamento. Em um título narrativo single-player, esperava-se que estivesse pronto no dia 1. A Insomniac, no comunicado de lançamento, afirmou estar “incrivelmente orgulhosa” do que produziu e que está coletando feedback para “refinar ainda mais a experiência”.
Corrigir um combate raso e o excesso de indicações em um jogo já lançado e curto não é tão simples quanto parece. Contudo, a Insomniac já demonstrou que costuma acompanhar o que a comunidade diz. Agora, Logan terá que aguardar o próximo patch para descobrir se as garras ficarão mais afiadas ou se o rastro de cheiro continuará no meio do caminho.






