A Xiaomi apresentou oficialmente seu novo chipset topo de linha para o ano. Sucessor do já notável Xring O1 lançado no ano anterior, o Xring O3 chega com desempenho substancialmente elevado, mirando uma disputa direta com o futuro Snapdragon 8 Elite Extreme Gen 6, da Qualcomm, e o A20 Pro, da Apple.
De acordo com os testes realizados pelo veículo de mídia chinês Novice Evaluation, o novo Xring O3 tem bons argumentos para ser visto como o processador móvel mais poderoso do planeta — ao menos quando instalado em um dispositivo que tende a se tornar referência. No Geekbench, o chip da Xiaomi marca 3.854 pontos em single-core, número que o coloca no mesmo patamar do Snapdragon 8 Elite Gen 5 e do A19 Pro, além de superar em 25% o resultado do Xring O1.
O cenário mais impressionante, porém, surge no multi-core. A CPU de dez núcleos atinge nada menos que 15.086 pontos. Para efeito de comparação, o aparelho com Snapdragon 8 Elite Gen 5 mais rápido nos testes da publicação — o iQOO 15 Ultra — fica abaixo dos 12.000 pontos. A vantagem sobre o Xring O1 é de aproximadamente 55%. E o detalhe mais notável: o Xring O3 alcança esse desempenho consumindo menos energia que o concorrente da Qualcomm.
A GPU também segue a mesma tendência. No teste Steel Nomad Light, do 3DMark, o Xring O3 exibe resultados mais de 40% acima dos obtidos pelos principais chipsets da geração atual e até 90% superiores aos do Xring O1. Mais uma vez, isso vem acompanhado de uma eficiência superior em desempenho por watt.
Diante de tudo isso, o Xring O3 parece pronto para encarar os próximos processadores de alta performance da Qualcomm, Apple e MediaTek, mesmo sendo produzido no nó N3P da TSMC — enquanto os rivais devem usar o processo N2. Vale ressaltar que os números foram obtidos com um protótipo e, portanto, podem refletir um cenário otimista. Para uma avaliação definitiva, será preciso esperar pelos aparelhos equipados com o chip, como o Xiaomi 18 Fold e o Pad 9 Pro Max. Ainda assim, as expectativas são bastante positivas.







