A Polônia ganhou uma celebridade inusitada: Edward Warchocki, um robô de origem chinesa equipado com software polonês, que já participou de debates com políticos e ajudou a afastar javalis das áreas urbanas de Varsóvia.
Conhecido carinhosamente como “Edek”, o androide foi adquirido de um fabricante da China por aproximadamente 25 mil dólares. Seus proprietários, os empreendedores de tecnologia Bartosz Idzik e Radosław Grzelaczyk, criaram um programa específico para transformá-lo no primeiro influenciador digital robótico do país.
Um registro do robô afugentando javalis circulou amplamente na internet nesta semana, integrando-se a uma sequência de aparições que, em 45 dias, totalizaram mais de 1,5 bilhão de visualizações. Medindo 132 centímetros, Edek também ostenta um Rolex adornado com diamantes, fruto de uma parceria com uma joalheria polonesa especializada em relógios.
Atuação além das redes
A atuação de Edek extrapolou o ambiente digital. No mês anterior, o robô se reuniu com o vice-ministro da digitalização, compareceu a uma entrevista coletiva no parlamento e conversou com deputados sobre temas como a remuneração dos seguranças legislativos. Sua presença também foi marcante em uma partida de futebol com 20 mil espectadores. Ao ser mostrado no telão do estádio, centenas de jovens torcedores passaram a gritar seu nome.
Expansão da indústria de humanoides
Fabricantes chineses de robôs humanoides estão progredindo em ritmo acelerado, competindo por mercado com concorrentes norte-americanos, como a Tesla, de Elon Musk. A Unitree Robotics, responsável pela produção do Edek, divulgou planos para oferta pública de ações em Xangai, com o objetivo de captar cerca de 620 milhões de dólares.
Os donos do Edek já fizeram novas aquisições de robôs e têm a intenção de enviá-los para diversas nações europeias e para Nova York. Cada unidade receberá um sistema independente que viabiliza uma comunicação completamente autônoma, incluindo fala, audição e até a capacidade de perceber o estado emocional de quem interage.
“Nunca temos certeza absoluta do que ele vai responder, e suas réplicas muitas vezes nos pegam de surpresa”, comentou Grzelaczyk. “Se ele conversa com uma pessoa irritada ou frustrada, consegue assimilar esses sentimentos.”







