Agentes iniciam nova era da inteligência artificial generativa

Abrir um chat de inteligência artificial generativa, solucionar dúvidas, solicitar traduções ou resumir artigos se tornaram funções comuns para os usuários. Contudo, o próximo passo para as empresas, segundo a avaliação do Google Cloud, é a adoção de agentes de inteligência artificial.

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O papel dos agentes

Os agentes representam uma nova fase no desenvolvimento de soluções de inteligência artificial e computação em nuvem. De acordo com o CEO do Google Cloud, esses sistemas inteligentes são capazes de raciocínio, planejamento, memória e uso de ferramentas. Eles têm a capacidade de antecipar ações e realizar tarefas em nome dos usuários, colaborando com softwares e sistemas sob supervisão. Essa abordagem foi destaque na apresentação durante o evento Google Cloud Next 25.

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Infraestrutura para agentes

Durante o evento, o Google Cloud apresentou o chip Ironwood, projetado especificamente para otimizar aplicações de agentes. Este chip é fundamental para o processo de inferência, fase em que modelos de linguagem treinados colocam em prática ações determinadas por usuários. Com os agentes, os resultados surgem de maneira proativa, e analistas do Morgan Stanley preveem que 75% da demanda futura por data centers de IA estará relacionada a esse tipo de processamento.

Colaboração entre múltiplos agentes

O Google Cloud imagina um futuro em que centenas de agentes operem simultaneamente nas empresas e interajam entre si. A comunicação e interação entre múltiplos agentes, além de fluxos de trabalho complexos que podem exigir a coordenação de até 100 agentes, estão no foco das inovações em desenvolvimento. Will Grannis, vice-presidente e CTO do Google Cloud, enfatizou a necessidade de preparar a plataforma para essa próxima evolução.

Entretanto, a integração de dados internos para que os agentes possam consultar informações, como PDFs e e-mails, apresenta desafios. A falta de profissionais qualificados em inteligência artificial e a presença de dados em servidores locais, em vez de na nuvem, dificultam esse processo. O Agentspace do Google Cloud surge como uma solução para conectar agentes de IA a ambientes de dados de empresas, facilitando o acesso e a disponibilidade desses dados.

Comunicação entre agentes

Outra novidade é o protocolo A2A, que permite aos agentes de inteligência artificial se comunicarem entre si e com os usuários através de diferentes formatos, como textos, formulários, áudios ou vídeos. Empresas como PwC, Accenture, Deloitte, SAP e Oracle já estão colaborando com o Google Cloud para implementar essa nova abordagem, que promete transformar como as operações corporativas funcionam com inteligência artificial generativa.


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