Com a chegada da Copa do Mundo de 2026, autoridades nos Estados Unidos intensificaram a preparação para o torneio, programado para começar em 11 de junho. A segurança do espaço aéreo tornou-se prioridade, com o FBI adotando medidas mais rigorosas para monitorar e impedir a operação de drones não autorizados em estádios e áreas de eventos relacionados à competição.
Segundo a agência federal, mais de 60 organismos de segurança pública locais, estaduais e regionais concluíram recentemente um programa inédito de capacitação, desenvolvido para identificar e neutralizar drones que possam representar perigo durante as partidas. A iniciativa foi elaborada para atender as cidades-sede dos jogos do Mundial e eventos voltados aos torcedores.
FBI amplia preparação contra drones
A preocupação das autoridades reside no aumento do uso de drones e na rápida evolução dessa tecnologia. De acordo com o FBI, essas aeronaves podem ser empregadas para finalidades legítimas, como fotografia e filmagem, mas também têm potencial para transportar materiais considerados perigosos.
A capacitação foi realizada em uma instalação da agência no Redstone Arsenal, no estado do Alabama. Mike Torphy, agente do FBI responsável pela certificação dos participantes, declarou à NBC News que o objetivo primário é treinar agentes para avaliar corretamente cada cenário antes de intervir.
Segundo ele, as equipes dispõem de diversos recursos tecnológicos para lidar com drones irregulares. Dentre as opções estão assumir o controle eletrônico da aeronave ou interferir em sua navegação para afastá-la da área protegida.
Copa terá jogos em três países
A edição de 2026 será a maior já organizada pela FIFA, reunindo 48 seleções em 16 cidades distribuídas entre Estados Unidos, Canadá e México.
A partida de abertura está marcada para a Cidade do México em 11 de junho, enquanto a final será disputada em 19 de julho no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey. A expectativa é que centenas de milhares de pessoas compareçam aos estádios e eventos de transmissão pública dos jogos.
FBI diz não haver ameaças específicas
Christopher Raia, co-diretor adjunto do FBI, afirmou que a agência realiza avaliações constantes sobre possíveis riscos à competição. Segundo ele, até o momento não foram identificadas ameaças específicas ou consideradas críveis contra o torneio.
Apesar disso, o dirigente declarou que algum tipo de incidente de segurança é esperado ao longo do evento. Ele observou que essas ocorrências podem variar desde conflitos envolvendo torcedores até situações mais sérias.
Raia ressaltou, no entanto, que o público pode comparecer aos jogos com tranquilidade. Conforme ele, o FBI e outras autoridades estão mobilizados para assegurar a proteção durante toda a competição.
Tecnologias permitem rastrear e interceptar aeronaves
O FBI informou que dispõe de câmeras, radares e dispositivos de escuta capazes de localizar drones e seus operadores. Dependendo das circunstâncias, as autoridades podem assumir o controle eletrônico da aeronave e direcioná-la para uma área considerada segura. Em situações específicas, também existe a possibilidade de forçar o seu pouso.
Durante exercícios de treinamento, agentes demonstraram sistemas capazes de rastrear drones e enviar alertas sonoros aos pilotos. Em um dos exemplos, uma mensagem informava que o operador havia violado uma zona de exclusão aérea e ordenava o pouso imediato do equipamento.
O FBI também destacou que não pretende restringir atividades realizadas em áreas onde não existam limitações de voo. Ainda assim, Raia deixou um recado para entusiastas que pretendam utilizar drones para fotografar ou explorar locais próximos aos eventos da Copa do Mundo.
Segundo ele, as autoridades têm capacidade para identificar os responsáveis por operações irregulares. O dirigente alertou ainda que violações podem resultar em prisão e recomendou que operadores evitem voar em áreas restritas durante o torneio.







