O presidente da Câmara de Vereadores de Guaratinga, município situado no extremo-sul da Bahia, Paulo Chiclete (PSD), foi afastado de suas funções no contexto das investigações conduzidas pela operação Vento Norte, iniciada no começo de abril pela Polícia Civil em conjunto com o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA).
O vereador permanecerá distante do cargo por um período de até 90 dias, conforme determinação judicial, com possibilidade de prorrogação do prazo. Para ocupar a posição, assume o vice-presidente da Casa, Luiz Eduardo Costa Santos (PT).
De acordo com as autoridades policiais, existem evidências de que o parlamentar do PSD pode ter utilizado seu cargo público para favorecer uma organização criminosa. Durante a primeira fase da operação, realizada há pouco mais de um mês, o vereador foi detido sob acusação de posse ilegal de arma de fogo, permanecendo preso desde então.
Na ocasião, o político do PSD foi alvo da operação devido a suspeitas de envolvimento com o Comando Vermelho, além da posse ilegal de uma pistola 380 Glock, localizada durante buscas em sua residência.
Detalhes da operação e prisões
Além de Paulo Chiclete, outras 11 pessoas foram presas, totalizando ainda oito mandados de busca e apreensão executados nas cidades de Eunápolis, Guaratinga e Itagimirim, todas no sul da Bahia. As detenções ocorreram nos bairros Pequi, Juca Rosa e Sapucaieira, em Eunápolis, e nos bairros Centro e Novo Horizonte, em Guaratinga.
Paralelamente, outros cinco mandados de prisão foram cumpridos dentro do sistema prisional, distribuídos entre os estados do Espírito Santo (dois), Minas Gerais (um), Rio de Janeiro (um) e Bahia (um), onde os investigados já estavam sob custódia.
Perfil de Paulo Chiclete
Paulo Silva de Oliveira, popularmente conhecido como Paulo Chiclete, tem 38 anos e é natural de Guaratinga. Conforme informações prestadas pelo próprio vereador ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele se declara pardo e possui Ensino Médio completo.
Nas eleições municipais de 2024, Chiclete foi o segundo candidato mais votado para a Câmara, obtendo 1.018 votos pelo PSD. No início do ano passado, foi eleito presidente da Casa para o biênio 2025-2026, substituindo o vereador Luiz Eduardo (PT). Durante a campanha eleitoral, recebeu R$ 5.100 em doações de pessoas físicas.







