Quem convive com diabetes precisa aliar o controle da glicemia ao monitoramento da pressão arterial e do colesterol, uma vez que a doença eleva o risco de infarto e AVC. Medicamentos podem integrar essa estratégia para reduzir o risco cardiovascular, de acordo com a avaliação médica.
Uma pesquisa conduzida na Dinamarca corrobora essa necessidade. Cientistas acompanharam 211.278 pessoas com diagnóstico de diabetes tipo 2 entre 1996 e 2011, todas sem histórico de doença cardiovascular. Entre aquelas que aderiram a fármacos preventivos, o risco relativo de infarto caiu 61% e o de morte, 41% no período avaliado. Em números absolutos, a queda foi de 4% e 12%, nessa ordem.
Os pesquisadores destacam, contudo, que a melhora provavelmente não se deve apenas aos remédios. O manejo mais rigoroso do diabetes e a adoção de novos hábitos — como largar o cigarro, praticar exercícios físicos e melhorar a alimentação — também podem ter influenciado os resultados.
A continuidade do tratamento é fundamental
Um dos principais desafios no controle do diabetes é exatamente seu caráter crônico. Mesmo sem sintomas aparentes, a doença segue provocando alterações no organismo.
Por isso, suspender a medicação por conta própria ou descuidar do acompanhamento de glicemia, pressão arterial e colesterol pode abrir espaço para complicações. O cuidado deve ser individualizado, podendo envolver mudanças de hábitos, uso de medicamentos e supervisão médica periódica.







