O emprego de medicamentos como Mounjaro e Ozempic tem potencializado a redução de peso em pouco tempo e elevado a busca por tratamentos contra a flacidez. Conforme o cirurgião plástico Marcelo Sampaio, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), aproximadamente 30% dos pacientes que ele atende fazem uso ou já utilizaram esses fármacos. Ele destaca: “Esses medicamentos transformaram a abordagem da obesidade. São seguros e apresentam alta eficácia.” O profissional também relata que, depois de uma perda entre 30 e 40 quilos, o corpo pode manifestar excesso de pele em diversas áreas.
Segundo o cirurgião plástico Flávio Mendes, professor da Unesp, o processo de emagrecimento causa mudanças na estrutura do tecido sob a pele. “Na obesidade, o tecido subcutâneo se expande e as estruturas de sustentação ficam distendidas. Quando a pessoa perde peso, esse sistema não se recupera totalmente, permanecendo ‘frouxo’ ou ‘esgarçado’”, esclarece. A dermatologista Sylvia Ypiranga afirma que o rosto tende a ser uma das regiões inicialmente impactadas, com redução de volume e maior flacidez. “A soma desses elementos pode criar a sensação de um ‘derretimento’ facial”, comenta.
Opções de tratamento para a flacidez
Os especialistas sinalizam que o tratamento depende da severidade da flacidez e pode envolver o uso de bioestimuladores de colágeno, radiofrequência, ultrassom e laser. Para situações mais evidentes, a cirurgia plástica surge como uma opção, com técnicas como abdominoplastia, mastopexia, braquioplastia e cruroplastia. Sampaio enfatiza a relevância do monitoramento médico e do planejamento prévio a qualquer procedimento. “Cada ciclo de perda e ganho de peso deteriora ainda mais a qualidade da pele”, conclui.







