Concurso PM MG CFO: edital abre 90 vagas com salário de R$ 12 mil

O concurso PM MG CFO 2027 já tem edital publicado: são 90 vagas para quem concluiu o bacharelado em Direito e deseja ingressar na Polícia Militar de Minas Gerais como Cadete. Este conteúdo reúne as principais informações sobre salários, requisitos, etapas, provas e estratégias de estudo para o CFO da PMMG.

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Passar nas provas é apenas o ponto de partida.

Quem assegurar uma das oportunidades do novo concurso da Polícia Militar de Minas Gerais ainda precisará cumprir uma formação de aproximadamente três anos, em tempo integral e com dedicação exclusiva. As atividades podem avançar pelas noites, pelos finais de semana e pelos feriados, e o alojamento durante o curso é obrigatório.

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É assim que se inicia a trajetória de quem pretende se tornar oficial da PMMG.

O edital do Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar de Minas Gerais (CFO/2027) oferece 90 vagas para ingresso como Cadete, sendo 72 de ampla concorrência e 18 reservadas a candidatos negros.

A carreira exige bacharelado em Direito e oferece remuneração básica de R$ 7.912,17 para o Cadete do primeiro ano.

Depois da formação, o militar é declarado Aspirante a Oficial e, cumpridas as exigências da carreira, pode chegar ao posto inicial de Oficial, o de 2º Tenente, com remuneração básica de R$ 12.170,61, conforme indicado no edital.

As inscrições serão abertas em novembro, e o primeiro grande desafio da seleção acontecerá em 10 de janeiro de 2027, data das provas objetiva e dissertativa.

Quem está organizando os estudos precisa considerar um detalhe importante: aproximadamente três em cada quatro questões da prova objetiva estarão concentradas no bloco jurídico.

A seleção, porém, não termina aí. Depois das provas escritas, ainda haverá avaliação física militar, avaliações psicológicas, exames de saúde, prova oral, avaliação de títulos e, para os candidatos que concorrerem às vagas reservadas, procedimento de heteroidentificação.

Por isso, preparar-se para o CFO da PMMG exige mais do que estudar Direito. É necessário desenvolver conhecimento, escrita, preparo físico e, mais adiante, a capacidade de defender oralmente conteúdos jurídicos.

Concurso PM MG CFO 2027: resumo do edital

InformaçãoDetalhes
ÓrgãoPolícia Militar de Minas Gerais
ConcursoCFO/2027
EditalDRH/CRS nº 11/2026
IngressoCadete
Vagas90
Ampla concorrência72
Reserva para candidatos negros18
EscolaridadeBacharelado em Direito
Remuneração do CadeteR$ 7.912,17
Remuneração do 2º TenenteR$ 12.170,61
Inscrições10/11 a 10/12/2026
TaxaR$ 243
Prova objetiva e dissertativa10/01/2027
Início previsto do CFOJunho de 2027
Término previstoJulho de 2030
OrganizaçãoCRS/PMMG

Quantas vagas estão abertas no CFO PM MG 2027?

O edital abre 90 vagas para candidatos de ambos os sexos.

A distribuição é a seguinte:

  • 72 vagas para ampla concorrência;
  • 18 vagas reservadas a candidatos negros.

A reserva para candidatos negros equivale a 20% do total.

Não há reserva para pessoas com deficiência em razão das características e das regras aplicáveis à carreira militar.

Um ponto interessante envolve a comparação com o concurso anterior. O CFO passado ofereceu 60 vagas para Oficial; agora são 90. Houve, portanto, um aumento de 50% no número de oportunidades.

Para quem já vinha se preparando para essa carreira, a ampliação é bastante significativa.

Quem pode fazer o concurso para Oficial da PM MG?

A carreira possui requisitos específicos, e eles precisam ser verificados antes de o candidato iniciar uma preparação de pós-edital.

Entre os principais estão:

  • Ser brasileiro nato;
  • Possuir bacharelado em Direito;
  • Ter idade entre 18 e 30 anos;
  • Não ter completado 31 anos na data da inscrição;
  • Ter Carteira Nacional de Habilitação, no mínimo, categoria B;
  • Ter a altura mínima exigida;
  • Ter sanidade física e mental;
  • Apresentar idoneidade moral.

Para homens, a altura mínima prevista é de 1,60 m.

Para mulheres, a altura mínima é de 1,55 m.

O edital ainda traz outras exigências, que devem ser conferidas individualmente pelo candidato.

É preciso ter o diploma de Direito na inscrição?

Há um detalhe interessante para quem está terminando a graduação.

O bacharelado em Direito é requisito para ingresso na carreira, mas a comprovação desse requisito ocorre na etapa de matrícula no Curso de Formação.

Isso pode permitir a participação de candidatos que ainda estejam concluindo a graduação durante o processo seletivo, desde que consigam atender à exigência no momento indicado pelo edital.

Portanto, quem está no final da faculdade de Direito não deveria descartar o concurso automaticamente. O ideal é calcular se será possível apresentar a documentação exigida até a matrícula.

Quanto ganha um Oficial da PM MG?

É fundamental distinguir duas remunerações.

O candidato não ingressa diretamente recebendo o valor de 2º Tenente. Durante o primeiro ano do Curso de Formação de Oficiais, na condição de Cadete, a remuneração básica prevista é de R$ 7.912,17.

Já para o posto de 2º Tenente, a remuneração básica indicada é de R$ 12.170,61.

Além da remuneração, o CFO contempla benefícios e assistências ligados à carreira militar, incluindo abono para fardamento, ajuda de custo para alimentação e assistência médico-hospitalar, psicológica e odontológica.

Como funciona a carreira depois do CFO?

O aprovado ingressará como Cadete.

O Curso de Formação de Oficiais será realizado na Escola de Formação de Oficiais da Academia de Polícia Militar, em Belo Horizonte.

A previsão é de início em junho de 2027 e conclusão em julho de 2030.

Não se trata de um curso rápido de preparação, mas de uma formação profissional extensa. O CFO funcionará em regime de dedicação exclusiva e tempo integral.

Também poderão ocorrer atividades escolares e extracurriculares depois das 18 horas, além de sábados, domingos e feriados. Durante a formação, o alojamento do Cadete nos aquartelamentos será obrigatório.

Depois de concluir o curso com aproveitamento e cumprir as exigências previstas, o Cadete será declarado Aspirante a Oficial. Posteriormente, poderá ocorrer a promoção ao posto inicial da carreira de Oficial: 2º Tenente PM.

Quando começam as inscrições?

As inscrições serão realizadas entre 10 de novembro e 10 de dezembro de 2026.

A taxa será de R$ 243,00.

A inscrição será feita pela internet, conforme os procedimentos indicados pela Polícia Militar de Minas Gerais.

Candidatos que atendam às condições previstas no edital também poderão solicitar isenção da taxa dentro do prazo específico.

Quando será a prova?

A primeira fase está prevista para 10 de janeiro de 2027.

Nesse dia serão aplicadas a prova objetiva e a prova dissertativa, em conjunto, com quatro horas para realização.

Essa informação é decisiva para a preparação. O candidato precisará administrar o tempo entre 50 questões objetivas e uma redação.

Portanto, não basta dominar o conteúdo; a gestão de prova também precisa ser treinada.

Como será a prova objetiva do CFO PM MG?

A avaliação objetiva terá 50 questões.

A distribuição prevista é:

DisciplinaQuestões
Língua Portuguesa5
Língua Inglesa4
Raciocínio Lógico-Matemático4
Direito Constitucional7
Direito Penal6
Direito Processual Penal6
Direito Administrativo7
Direito Civil e Processual Civil5
Legislação Extravagante e Direitos Humanos6
Total50

A tabela praticamente entrega uma das principais estratégias do edital.

Direito domina a prova

Se considerados os blocos jurídicos, a composição é esta:

  • Constitucional: 7;
  • Penal: 6;
  • Processo Penal: 6;
  • Administrativo: 7;
  • Civil e Processo Civil: 5;
  • Legislação Extravagante e Direitos Humanos: 6.

Somadas, essas disciplinas totalizam 37 questões de um universo de 50.

Isso representa 74% da prova, ou seja, cerca de três em cada quatro questões.

Trata-se de uma informação essencial para montar o ciclo de estudos. Não significa abandonar Português, Inglês ou Raciocínio Lógico, mas mostra onde está concentrada a maior parte dos pontos disponíveis.

Constitucional e Administrativo lideram

Duas disciplinas terão sete questões cada: Direito Constitucional e Direito Administrativo. Juntas, somam 14 questões.

Em seguida aparecem Direito Penal, Direito Processual Penal e Legislação Extravagante e Direitos Humanos, cada uma com seis questões.

Esse núcleo deveria ocupar boa parte da preparação do candidato.

Qual será a nota mínima?

Para seguir na seleção, o candidato precisará alcançar o desempenho mínimo estabelecido pelo edital na prova objetiva.

Além disso, a correção da prova dissertativa estará limitada aos candidatos classificados dentro do quantitativo previsto no edital.

Há, portanto, uma diferença relevante entre atingir o mínimo e conseguir classificação suficiente para continuar efetivamente no concurso.

Em uma seleção com 90 vagas, não faz sentido planejar a preparação pensando apenas na nota de corte. O objetivo deve ser uma pontuação competitiva.

Como será a prova dissertativa?

A prova dissertativa consistirá na produção de um texto de 20 a 30 linhas.

Ela será aplicada no mesmo dia da prova objetiva.

Isso significa que o candidato terá de dividir as quatro horas disponíveis entre a resolução das 50 questões e a produção do texto.

A redação não deve ser tratada como um complemento da preparação, pois é etapa eliminatória e classificatória.

Um erro bastante comum é estudar durante meses e deixar para escrever apenas perto da prova. Conhecer gramática não garante a capacidade de produzir uma boa redação sob pressão de tempo. A escrita também precisa de treino.

Comece a redação agora

Como a prova será em janeiro, ainda há tempo suficiente para evoluir.

Uma possibilidade é começar com uma redação por semana. Depois, conforme a prova se aproxima, passar a duas redações semanais.

Mais importante do que simplesmente escrever é corrigir. Devem ser observados:

estrutura; clareza; argumentação; coesão; gramática; repetições; tempo utilizado; quantidade de linhas.

O treino deve sempre respeitar o limite previsto no edital.

O concurso PM MG não termina na prova escrita

Esse ponto diferencia essa seleção de muitos concursos administrativos.

A aprovação na prova objetiva e na redação não encerra o processo.

Depois das provas escritas, o candidato ainda enfrentará outras etapas:

  • Avaliação física militar;
  • Avaliações psicológicas;
  • Exames de saúde;
  • Prova oral;
  • Avaliação de títulos;
  • Heteroidentificação para os candidatos que concorrerem às vagas reservadas.

Por isso, o planejamento precisa ser conduzido em mais de uma frente.

Avaliação física não pode começar depois da objetiva

Esse é um erro que pode custar todo o concurso.

Um candidato pode passar meses estudando Direito, obter excelente nota, passar na redação e somente então pensar em treinar o físico. Dependendo do condicionamento atual, pode ser tarde.

A Avaliação Física Militar exige preparação progressiva.

O candidato precisa conciliar preparação intelectual e preparação física. Não se trata de trocar horas de Direito por horas intermináveis de academia, mas de incluir treino físico organizado na rotina desde já.

O que será cobrado na avaliação física?

A Avaliação Física Militar contempla exercícios definidos no edital, incluindo modalidades como abdominal remador, barra fixa e corrida de 2.400 metros, além das demais avaliações físicas previstas para a carreira.

O candidato deve consultar os índices, as regras de execução e os critérios específicos diretamente no edital e treinar conforme o padrão exigido.

Não basta realizar o exercício; é necessário executá-lo da maneira aceita pela banca avaliadora.

E ainda existe prova oral

Essa etapa merece muita atenção.

A prova oral abordará conteúdos de Direito Constitucional, Direito Penal, Direito Processual Penal e Direito Administrativo.

Essas são justamente disciplinas importantes da prova objetiva.

Existe, então, uma oportunidade estratégica: estudar essas matérias desde agora não apenas para reconhecer a alternativa correta, mas para saber explicar o conteúdo. Essa mudança de abordagem pode fazer diferença nas fases seguintes.

Como estudar pensando na prova oral?

Depois de estudar um assunto, é recomendável tentar explicá-lo sem consultar o material.

Alguns exemplos de perguntas úteis são: “Quais são os requisitos da prisão preventiva?”, “Explique o princípio da legalidade”, “Quais são os atributos do ato administrativo?” e “Como funciona o controle de constitucionalidade?”.

Não importa apenas acertar mentalmente. É preciso falar, organizar a resposta, cronometrar e perceber se os termos jurídicos são usados corretamente.

Esse exercício pode ser incorporado aos poucos, sem prejudicar o estudo para a prova objetiva.

Como organizar o pós-edital?

A preparação pode ser dividida em quatro grandes frentes:

1. Bloco jurídico — prioridade pelo número de questões.

2. Português, Inglês e Raciocínio Lógico — manutenção constante para não desperdiçar pontos.

3. Redação — treino semanal desde agora.

4. Preparação física — treinamento paralelo e progressivo.

Mais perto das fases seguintes, a preparação oral ganhará intensidade.

Faça um diagnóstico das disciplinas jurídicas

Não comece simplesmente pela primeira página de cada material. Resolva questões e descubra seu percentual de acertos.

Um exemplo de diagnóstico:

DisciplinaDesempenho
Constitucional82%
Administrativo61%
Penal74%
Processo Penal53%
Civil/Processo Civil69%
Legislação/DH58%

Com o diagnóstico, fica mais fácil definir prioridades. No exemplo, Processo Penal e Legislação demandariam intervenção; Constitucional talvez estivesse em nível de manutenção.

Esse tipo de análise permite distribuir melhor as horas disponíveis.

Não estude todas as matérias igualmente

O edital já mostrou que as disciplinas não têm o mesmo espaço na prova.

Com quatro horas disponíveis, por exemplo, não faz sentido dividir o tempo automaticamente em partes iguais.

Devem ser considerados: quantidade de questões, desempenho atual, extensão da disciplina, dificuldade pessoal e possibilidade de reaproveitamento na prova oral.

Esses fatores são os que deveriam definir a prioridade do candidato.

Faça muitas questões

O Direito tem uma característica perigosa: a leitura pode gerar falsa sensação de domínio.

O candidato lê um artigo, entende, lê novamente e continua entendendo. Então acredita que aprendeu.

Porém, a prova exige identificar a resposta correta entre alternativas construídas para gerar dúvida.

Por isso, as questões são indispensáveis. O ciclo deve envolver estudar, resolver, errar, corrigir, revisar e resolver novamente.

Crie um caderno de erros

Para não se transformar em outra apostila, o caderno de erros precisa ser curto.

Exemplo:

Direito Administrativo — erro: confundir anulação e revogação; correção: registrar a diferença objetiva.

Processo Penal — erro: prazo específico; correção: regra e exceção.

Constitucional — erro: competência; correção: dispositivo correspondente.

O objetivo é reunir os erros com maior chance de aparecer novamente.

Legislação merece leitura direta

O edital inclui diversas normas dentro do bloco de Legislação Extravagante e Direitos Humanos.

Nesse tipo de conteúdo, além de aulas e resumos, a leitura da legislação pode ter papel importante.

O ideal é fazer marcações enxutas e evitar transformar cada lei em dezenas de páginas de resumo.

As questões ajudam a descobrir quais dispositivos realmente estão gerando dificuldade.

Simule as quatro horas de prova

Mais perto de janeiro, o candidato precisa reproduzir a situação real.

Isso significa resolver 50 questões e escrever a redação dentro do tempo previsto, no mesmo bloco de prova.

Não é recomendável fazer apenas simulados separados.

É preciso descobrir quanto tempo é gasto nas questões, quanto tempo deve ser reservado para a redação, quanto se leva para passar as respostas, em quais matérias ocorrem travas e como o desempenho muda sob cansaço.

A primeira experiência com esse formato não deveria acontecer em 10 de janeiro.

E quem está começando agora?

O edital já está publicado, então não há espaço para uma preparação excessivamente contemplativa.

É necessário identificar rapidamente o que já se sabe, o que precisa ser aprendido e o que tem maior retorno na prova.

A recomendação é começar pelo diagnóstico, priorizar o bloco jurídico e manter teoria e exercícios caminhando juntos.

Redação e treinamento físico também devem entrar na rotina desde o início.

E quem já estudava para carreiras jurídicas?

Quem já vinha estudando para carreiras jurídicas pode ter uma vantagem importante, pois Constitucional, Administrativo, Penal e Processo Penal aparecem com peso significativo na prova.

É preciso cuidado, porém: ter estudado uma matéria antes não significa estar competitivo nela.

A orientação é fazer questões e medir o desempenho. Se o percentual estiver acima de 80%, o candidato talvez possa trabalhar com revisão e exercícios. Entre 65% e 80%, deve consolidar o conteúdo. Abaixo disso, é preciso investigar quais assuntos estão derrubando a nota.

Os dados devem orientar a montagem do ciclo de estudos.

Um concurso de Direito com exigências militares

Esse talvez seja o melhor resumo do CFO.

A formação jurídica é obrigatória, o conteúdo jurídico domina a prova e existe prova oral de Direito. Mas isso não transforma o concurso em uma seleção puramente jurídica.

O candidato também precisa ter condicionamento físico, perfil psicológico compatível, condições de saúde exigidas, disponibilidade para formação militar em dedicação exclusiva e interesse pela carreira de comando e segurança pública.

Por isso, antes de olhar apenas para a remuneração próxima de R$ 12 mil, é essencial entender a carreira.

Estratégia de preparação para o CFO PM MG

Uma boa estratégia para esse concurso começa pela distribuição das questões. São 50 itens, e 37 pertencem ao bloco jurídico.

Isso representa 74% da prova, o que já indica onde deve estar grande parte da prioridade.

Ainda assim, não se deve estudar Direito o dia inteiro e ignorar o restante, porque as cinco questões de Português, as quatro de Inglês e as quatro de Raciocínio Lógico também valem pontos. Concurso é classificação, e uma vaga pode ser perdida por uma questão deixada de lado.

Dentro do Direito, o caminho recomendado é começar pelo diagnóstico. Constitucional, Administrativo, Penal e Processo Penal devem ser testados por meio de questões, com o objetivo de obter percentuais objetivos em vez de impressões.

Mesmo quem é formado em Direito e acredita estar bem precisa responder a uma pergunta: quantas questões está acertando?

Se o percentual é de 85%, a situação é ótima. Se é de 55%, existe um problema. A prova não vai perguntar há quanto tempo o candidato se formou; ela vai contar os pontos.

A redação também deve começar imediatamente. O melhor é escrever uma redação por semana, corrigir e, na semana seguinte, tentar não repetir os mesmos erros.

E há ainda o preparo físico. Este é um concurso policial, e não adianta passar na prova para descobrir depois que seria necessário ter começado a correr três meses antes. Estudo e treinamento físico devem caminhar juntos.

Outro ponto de atenção é a prova oral, que cobra Constitucional, Penal, Processo Penal e Administrativo. Ao revisar essas matérias, o candidato deve começar a praticar a explicação dos assuntos em voz alta.

Não é preciso transformar todo o estudo em preparação oral neste momento, mas desenvolver essa habilidade é fundamental. Marcar uma alternativa é uma coisa; construir uma resposta jurídica clara diante de um examinador é outra completamente diferente.

Até janeiro, o ciclo de estudos pode ser basicamente este:

  • Teoria direcionada;
  • Muitas questões;
  • Revisão dos erros;
  • Redação;
  • Treinamento físico;
  • Simulados completos.

O acompanhamento semanal dos números também faz diferença: questões resolvidas, percentual de acertos, disciplinas que caíram, disciplinas que melhoraram, tempo gasto na redação e evolução na corrida.

Preparação não se mede apenas pelas horas sentado diante dos livros. Preparação é medir evolução. E o edital já mostrou exatamente o que precisa ser treinado.

Concurso PM MG CFO 2027 vale a pena?

Para quem possui formação em Direito e realmente deseja seguir a carreira militar, o novo CFO da Polícia Militar de Minas Gerais é uma oportunidade relevante.

São 90 vagas, sendo 72 de ampla concorrência e 18 reservadas a candidatos negros. O ingresso ocorre como Cadete, com remuneração básica de R$ 7.912,17 no primeiro ano, enquanto o posto de 2º Tenente tem remuneração básica de R$ 12.170,61.

As inscrições serão realizadas entre 10 de novembro e 10 de dezembro de 2026, e as provas objetiva e dissertativa estão marcadas para 10 de janeiro de 2027.

O Curso de Formação deve começar em junho de 2027 e seguir até julho de 2030, em regime integral e de dedicação exclusiva.

O ponto mais importante para quem vai estudar, porém, está na estrutura da seleção: 37 das 50 questões objetivas estão concentradas no bloco jurídico.

Além disso, haverá redação, avaliação física, avaliações psicológicas, exames de saúde e prova oral com disciplinas jurídicas relevantes.

A preparação, portanto, não pode seguir uma única direção. O conhecimento jurídico precisa avançar, a escrita precisa ser treinada, o condicionamento físico precisa ser construído e a capacidade de explicar o Direito deve ser desenvolvida para as fases posteriores.

A prova objetiva será em janeiro. Quem começar agora ainda tem tempo para evoluir bastante, mas esse tempo só se transforma em vantagem quando existe método.

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