O ritmo acelerado dos investimentos logísticos e industriais no litoral Norte do Espírito Santo, potencializado pelo complexo ParkLog ES, em Aracruz, vem ampliando a demanda por novos empreendimentos habitacionais na Serra. Estruturado para integrar infraestruturas portuárias, rodoviárias e ferroviárias, o polo prevê aportes públicos e privados até 2035, além da geração de empregos diretos e indiretos no corredor entre a Grande Vitória e o Norte capixaba.
Por ainda dispor de capacidade de expansão territorial e conexão com os principais eixos viários do Estado, a Serra é apontada pelo setor imobiliário como o principal vetor residencial para absorver os profissionais atraídos por esse novo ciclo econômico. O movimento abrange a busca por imóveis de médio e alto padrão e o desenvolvimento de estruturas comerciais e de serviços.
Bruno Boechat, diretor administrativo da Octo Empreendimentos, afirma que o mercado imobiliário normalmente antecipa os movimentos da economia. Para ele, os sinais atuais mostram que a Serra deve viver um novo ciclo de valorização e amadurecimento urbano, impulsionado principalmente pelo crescimento logístico e industrial entre Aracruz e a Grande Vitória.
Além da infraestrutura logística, a região também deve receber novos polos industriais e a expansão da cadeia produtiva ligada à indústria, ao comércio exterior e ao transporte. A expectativa é de que milhares de empregos diretos e indiretos sejam gerados nos próximos anos. Para Boechat, a Serra tende a “pegar carona” nesse crescimento econômico e pode funcionar como uma ponte estratégica entre a Grande Vitória e os novos polos industriais do litoral norte.
Boechat ressalta que a Serra tem um diferencial importante: ainda possui capacidade de expansão urbana, forte presença de comércio e serviços e conexão direta com os principais corredores logísticos do Estado. Isso faz com que muitas pessoas que trabalharão em Aracruz ou em projetos ligados ao ParkLog escolham a cidade para morar.
Segundo Boechat, esse movimento deve elevar a procura por imóveis residenciais, especialmente nos segmentos de médio e alto padrão, além de estimular novos empreendimentos comerciais e de serviços.







