Nas eleições para vereador, deputado estadual e deputado federal, o Brasil adota o sistema proporcional. Nele, o eleitor vota em um candidato ou na legenda, e os votos são somados por partido antes da distribuição das vagas.
O primeiro passo é calcular o quociente eleitoral, obtido pela divisão dos votos válidos pelo número de cadeiras em disputa. Cada partido conquista tantas vagas quantas vezes atingir esse valor, e as sobras são distribuídas por regras complementares.
Dentro de cada legenda, ocupam as cadeiras os candidatos mais votados. Por isso, um nome com votação expressiva pode ajudar a eleger colegas de partido, enquanto candidatos com muitos votos em siglas pequenas às vezes ficam de fora.
O modelo busca garantir que a composição do Legislativo reflita a diversidade de correntes políticas da sociedade. Entender esse mecanismo ajuda o eleitor a perceber que seu voto também fortalece um projeto coletivo, e não apenas uma pessoa.
As coligações partidárias deixaram de ser permitidas nas eleições proporcionais. Em seu lugar, surgiram as federações, nas quais legendas se unem por pelo menos quatro anos e atuam como um bloco único também no Parlamento.
Conhecer as regras do jogo ajuda a fazer escolhas mais conscientes. Antes de votar, vale observar não apenas o candidato, mas também o partido ou a federação a que ele pertence e as propostas defendidas pelo grupo.







