16 de fevereiro de 2026
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Pet pode gerar dedução de gastos no Imposto de Renda

Os custos com animais de estimação são uma despesa comum para seus donos, especialmente em casos de doença. Diante dessa realidade, o deputado federal Capitão Alden apresentou o Projeto de Lei 4236/2025, que propõe permitir a dedução de despesas veterinárias na declaração do Imposto de Renda Pessoa Física.

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A iniciativa abrange uma série de custos, como consultas, procedimentos cirúrgicos, medicamentos, vacinas, esterilização, seguros de saúde animal e até a alimentação, desde que devidamente comprovados por notas fiscais emitidas em nome do declarante.

Elaborada pelo deputado Defensor Stélio Dener, do Republicanos-RR, a proposta estabelece um valor máximo anual de R$ 3 mil para dedução por pessoa.

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Como estímulo à adoção responsável, esse limite pode ser ampliado em cinquenta por cento, chegando a R$ 4,5 mil, se o animal tiver sido resgatado de um abrigo municipal ou de uma organização de proteção animal sem fins lucrativos.

Ênfase na Prevenção

Diferente das deduções para despesas médicas humanas, o benefício para animais tem um escopo mais específico. A proposta se baseia no conceito de “saúde única”, que interliga o bem-estar humano, animal e ambiental. Portanto, somente os gastos com ações preventivas poderão ser abatidos, incluindo imunização (tanto obrigatória quanto complementar), castração, implantação de microchip, check-ups de rotina e testes para prevenir doenças zoonóticas.

Para garantir a transparência do processo, será necessário que o contribuinte apresente notas fiscais detalhadas e que o animal esteja registrado em um sistema oficial reconhecido pelas autoridades.

Impacto na Saúde Pública

Na justificativa do projeto, o parlamentar ressalta que o país tem aproximadamente 160 milhões de pets e que a atenção preventiva representa um investimento para o poder público.

Ao buscar reduzir a ocorrência de zoonoses — doenças transmitidas entre animais e pessoas —, a medida pretende aliviar a demanda e os gastos com hospitalizações e tratamentos no Sistema Único de Saúde.

O deputado Stélio Dener afirma que a falta de cuidados preventivos com cães e gatos gera um alto custo social. Ele destaca que a proposta funciona como uma ferramenta de controle populacional ético e de monitoramento sanitário, indo além de um mero benefício financeiro indireto.

Andamento Legislativo

A proposição tramita em regime conclusivo, o que significa que não precisará ser votada pelo plenário caso seja aprovada nas comissões designadas.

O texto ainda será analisado pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, de Finanças e Tributação, e de Constituição, Justiça e Cidadania.

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