Agressão entre assessores marca debate eleitoral em São Paulo e é registrada como lesão corporal

A investigação envolveu Nahuel Medina, assessor do candidato à prefeitura de São Paulo Pablo Marçal (PRTB), e o publicitário Duda Lima , que trabalha para o atual prefeito e candidato à reeleição Ricardo Nunes (MDB), foi registrado como lesão corporal pela Polícia Civil de São Paulo.

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O incidente ocorreu na noite de ontem (23), logo após o debate eleitoral promovido pelo Grupo Flow . Medina, de 26 anos, desferiu um soco no rosto de Lima, de 51 anos, após Marçal ser expulso do evento por não seguir as regras estipuladas. A agressão foi registrada no 16º Distrito Policial, na Vila Clementino, zona sul da capital paulista.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), ambas as partes foram encaminhadas à delegacia, onde discutiram um Termo Circunstanciado (TC). O caso será encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim) para as devidas providências. Lima sofreu ferimentos no olho, precisou de sutura e passou por exames no hospital Albert Einstein .

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Medidas cautelares

A Polícia Civil solicita à Justiça medidas cautelares contra Nahuel Medina, incluindo a proibição de se aproximar de Duda Lima a menos de 300 metros e de frequentar os mesmos locais que o publicitário. Também foi exigida a restrição de contato direto e o impedimento de postar ameaças ou ofensas nas redes sociais.

A delegada Eliane Tomé Paro Bellagamba , responsável pelo caso, afirmou que as medidas são permitidas para evitar novos conflitos, especialmente considerando o acirramento da campanha eleitoral e a previsão de novos debates.

Depoimentos divergentes

Em depoimento, Lima relatou que Medina mudou um celular de seu rosto logo após Marçal ser expulso do debate. O publicitário disse ter afastado o aparelho, mas foi abordado minutos depois com um soco que cortou seus óculos e o deixou ensanguentado.

Medina, por sua vez, afirmou que o publicitário o havia empurrado antes do início do debate e, ao ser filmado, Lima teria retirado o celular de suas mãos. Ele alegou que agiu por instinto ao desferir o golpe.

Caso de racismo

O caso de agressão também repercutiu nas redes sociais, onde a presidente estadual do PSOL , Débora Lima , afirmou ter sido vítima de racismo ao criticar o ocorrido. Após comentar sobre o episódio, Débora foi ofendida com lesões raciais. A candidata a vereadora de São Paulo registrou um boletim de ocorrência e afirmou que buscará justiça para que os responsáveis ​​sejam punidos.

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