A Netflix reajustou os preços das três modalidades de assinatura no Brasil. Com o aumento divulgado nesta semana, o plano Premium passa a sair por R$ 71,90 mensais, enquanto a opção com anúncios registra a maior alta percentual, de 23,9%.
A alteração vem logo depois da notícia de que a companhia pretende demitir cerca de mil funcionários, o equivalente a aproximadamente 6% de sua força de trabalho global. A rodada de cortes foi noticiada pelo The Wall Street Journal na quarta-feira (14).
O Olhar Digital entrou em contato com a Netflix, que respondeu:
“À medida que entregamos mais valor aos nossos assinantes, atualizamos nossos preços para continuar investindo em entretenimento de qualidade e melhorar a experiência de todos. A partir de 15 de outubro, os planos no Brasil passam a custar a partir de 25,90 reais. Continuamos oferecendo filmes, séries, reality shows e muito mais – com opções para diferentes orçamentos.”
Veja os novos preços da Netflix
Os três planos ficaram mais caros. Confira os valores mensais anteriores e os novos preços:
| Plano | Preço anterior | Novo preço | Aumento |
|---|---|---|---|
| Padrão com anúncios | R$ 20,90 | R$ 25,90 | 23,9% |
| Padrão | R$ 44,90 | R$ 51,90 | 15,6% |
| Premium | R$ 59,90 | R$ 71,90 | 20% |
O plano Padrão com anúncios permite assistir a conteúdos em até dois dispositivos simultaneamente, com qualidade Full HD. Já a modalidade Premium oferece reprodução em até quatro telas ao mesmo tempo, com qualidade 4K+HDR.
Apesar de ter o menor preço entre as opções, o plano com anúncios sofreu o maior aumento proporcional. O Premium, por sua vez, teve o maior acréscimo em dinheiro: R$ 12 por mês.
O último reajuste da Netflix no Brasil havia ocorrido em maio de 2024, quando os preços dos planos subiram cerca de 12%.
Netflix pretende demitir cerca de mil funcionários
O aumento das assinaturas acontece em um momento de mudanças internas na empresa. Segundo o Journal, a Netflix planeja cortar aproximadamente mil postos de trabalho, em uma redução equivalente a cerca de 6% de sua força de trabalho global.
A decisão teria sido comunicada por e-mail pelos co-presidentes executivos Greg Peters e Ted Sarandos. As equipes de produto, tecnologia, recursos humanos e o departamento jurídico devem concentrar a maior parte das demissões.
No fim de 2025, a companhia contava com cerca de 16 mil funcionários em tempo integral. Procurada pela Reuters, a Netflix não respondeu a pedido de comentário.
Streaming busca novas fontes de receita
Além das assinaturas, a Netflix tem investido em publicidade, programação ao vivo e jogos para diversificar suas fontes de receita. A estratégia busca ampliar as possibilidades de monetização em um mercado no qual a empresa disputa a atenção dos consumidores com outras plataformas digitais, emissoras e serviços de streaming.
A concorrência também tem impulsionado movimentos de consolidação entre grandes empresas de entretenimento.
Um exemplo é a disputa pelos ativos de estúdio e streaming da Warner Bros. Discovery. A Netflix participou da concorrência, mas perdeu para a Paramount Skydance, que concluiu a aquisição da companhia por US$ 110 bilhões (cerca de R$ 594 bilhões).
A operação reúne marcas, como Warner Bros., Paramount Pictures, HBO Max, Paramount+, CNN e CBS. Também concentra franquias cinematográficas, como Harry Potter, Batman, Missão: Impossível e Top Gun, além de estúdios, plataformas de streaming e redes de televisão.
O grupo combinado terá cerca de US$ 80 bilhões em dívidas (aproximadamente R$ 432 bilhões) e será liderado por David Ellison. As ações passaram a ser negociadas na Bolsa de Nova York sob o código SKYD, após deixarem a Nasdaq.
A aquisição reforça a tendência de consolidação no setor de mídia, em que grandes empresas buscam reunir catálogos, canais de distribuição e diferentes fontes de receita para disputar audiência e ampliar sua presença no mercado global de entretenimento.






