Governo lança Tela Brasil, streaming gratuito de conteúdo nacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializa neste sábado (30) a Tela Brasil, nova plataforma pública de streaming voltada exclusivamente para o audiovisual nacional. O lançamento ocorre durante a programação do Rio2C, na Cidade das Artes Bibi Ferreira, localizada na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, também estará presente no evento.

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Criada pelo Ministério da Cultura (MinC) em conjunto com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a ferramenta chega com o objetivo de expandir o acesso à produção brasileira. De acordo com comunicado oficial da pasta, o projeto pretende democratizar o acesso à cultura, incentivar a formação de plateia e realçar a riqueza de narrativas produzidas no Brasil.

Funcionamento da Tela Brasil

A plataforma será totalmente gratuita e contará com integração ao sistema gov.br para o login dos usuários. Inicialmente, o serviço estará acessível apenas na versão web.

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Os aplicativos para iOS e Android devem ser liberados em até 30 dias após o lançamento. Além disso, a plataforma terá funcionalidades de acessibilidade, como audiodescrição, legendas descritivas e interpretação em Libras.

Catálogo reúne filmes, séries e documentários

A Tela Brasil estreia com um acervo de mais de 560 obras audiovisuais, englobando curtas, médias e longas-metragens, além de séries.

Entre os clássicos presentes estão Deus e o diabo na terra do sol (1964), de Glauber Rocha; A noite do espantalho (1974), de Sérgio Ricardo; Xica da Silva (1976), de Cacá Diegues; e A hora da estrela (1985), de Suzana Amaral.

O acervo também inclui produções brasileiras que concorreram ao Oscar, como O quatrilho (1995), de Fábio Barreto, e O que é isso, companheiro? (1997), de Bruno Barreto.

Produções recentes também fazem parte do acervo

A seleção conta com títulos lançados a partir dos anos 2000, como Carandiru (2003), de Hector Babenco; Olga (2004), de Jayme Monjardim; Quase dois irmãos (2004), de Lúcia Murat; Cinema, aspirinas e urubus (2005), de Marcelo Gomes; e As duas Irenes (2017), de Fabio Meira.

Os apreciadores de documentários terão acesso a obras como Xingu Cariri Caruaru Carioca (2015), de Beth Formaggini; Divinas divas (2016), de Leandra Leal; Um filme de cinema (2017), de Walter Carvalho; Barão Vermelho: Por que a gente é assim? (2017), de Mini Kerti; Tia Ciata (2017), de Raquel Beatriz e Mariana Campos; My name is now, Elza Soares (2018), de Elizabete Martins Campos; e A mulher da luz própria (2019), de Sinai Sganzerla.

Outros títulos relevantes do acervo são Doces poderes (1996); Traição (1998); Gêmeas (1999); Na quadrada das águas perdidas (2011); Qual queijo você quer? (2011); O velho rei (2014); O grande circo místico (2018); Idade da água (2018); Refavela 40 (2019); Inabitável (2020); e Mergulho (2022).

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