O número de pessoas forçadas a deixar suas casas por guerras, perseguições e violência ultrapassou a marca de cem milhões no mundo. O contingente inclui refugiados que cruzaram fronteiras e deslocados que permanecem dentro do próprio país.
A maior parte dessas pessoas não está em nações ricas, como muitos imaginam. Países vizinhos às zonas de conflito, em geral de renda baixa ou média, acolhem a maioria dos que fogem.
As mudanças climáticas também passaram a provocar deslocamentos em massa. Secas prolongadas, enchentes e elevação do nível do mar obrigam comunidades inteiras a buscar novos territórios para sobreviver.
O Brasil possui uma legislação considerada avançada no tema e já recebeu milhares de pessoas vindas de países como Venezuela, Haiti, Síria e Afeganistão. A integração pelo trabalho, pela escola e pelo aprendizado do idioma é o maior desafio após a chegada.
Roraima tornou-se porta de entrada para milhares de venezuelanos nos últimos anos. Uma operação de acolhida organizou abrigos e um programa de interiorização que levou famílias para cidades de todas as regiões.
O preconceito e a xenofobia ainda são obstáculos para quem chega. Campanhas de conscientização e redes de apoio formadas por igrejas, ONGs e movimentos sociais ajudam a construir uma acolhida mais humana.






