O BRICS nasceu da sigla que reunia Brasil, Rússia, Índia e China, quatro economias emergentes com grande potencial de crescimento. A África do Sul passou a integrar o grupo em 2011, e nos últimos anos o bloco abriu as portas a novos membros.
Juntos, esses países concentram parcela expressiva da população mundial, do território e da produção econômica global. A articulação busca ampliar a voz das nações em desenvolvimento em instituições historicamente dominadas por potências ocidentais.
Uma das iniciativas mais concretas é o Novo Banco de Desenvolvimento, que financia projetos de infraestrutura e energia nos países-membros. O grupo também discute alternativas para reduzir a dependência do dólar no comércio internacional.
As diferenças políticas e econômicas entre os integrantes, porém, tornam os consensos difíceis. Ainda assim, o bloco se consolidou como um ator relevante na reorganização da ordem mundial.
As cúpulas anuais do grupo reúnem chefes de Estado e definem prioridades em áreas como comércio, saúde, ciência e combate à pobreza. O Brasil já sediou diversas reuniões e exerce a presidência rotativa periodicamente.
Para a diplomacia brasileira, o BRICS é uma ferramenta para diversificar parcerias. A participação no bloco convive com relações tradicionais com Estados Unidos, Europa e vizinhos sul-americanos.







